quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Eu, um chefe e um seguro desemprego


Antes de começar. Essas imgs são alguns sites que fiz de freelas atualmente. Santé Laboratorio Veterinário, Fotografo Alexandre Heller, Clube do Video 308, Brasindoor.
Segue a história...
Pois é, eu trabalhava em um lugar em que eu e o líder da minha equipe não nos dávamos muito bem. Quer dizer, ele não foi com a minha cara desde o dia que eu cheguei.


Ele não gostava muito de trabalhar, só de fazer tipo, e eu estava sempre cheia de projetos que ele, por sua vez, sempre barrava. Não tinha uma reunião da nossa equipe que ele participasse por inteiro, tinha sempre algo mais importante pra fazer. Nem nas reuniões de apresentação de projeto onde o meu era elogiado(quer dizer, ele também seria já que era o líder), ele participava.


Ele tentou me demitir uma vez, foi a chefia falando um monte de coisas de mim, disse que eu não trabalhava, que entregava tudo fora do prazo e outras coisas deste tipo. Provei a chefia que era tudo mentira dele, já que eu tinha tudo documentado, tudo entregue antes do prazo e aprovado.
Quando a chefia mudou, ele fez de novo, foi la e falou exatamente as mesmas coisas.


Eu odiava aquele lugar.


Por isso falei em minha defesa que era mentira, que isso já havia acontecido antes mas que não ia provar nada desta vez.


Vai, uma hora cansa, ter que olhar pra aquele bando de gente que fica disputando poder o tempo todo e um passando por cima do outro o dia todo é muito chato.


Fora que ele ficava me ameaçando o tempo todo, dizendo que sabia de parentes que eu tinha la dentro e que eu estava numa lista negra onde todos os sobrenomes eram cruzados. Mal sabia ele que meu único parente lá dentro, nunca me ajudou em nada, não soube quando comecei a trabalhar e nem quando saí de lá. Mas era tudo pressão psicológica do meu super chefe.


Bem, fui demitida.


Bem, dei entrada no meu seguro desemprego e estou trabalhando com uns freelas(sou webdesigner) enquanto não pinta um emprego novo. O que é ótimo por um lado e ruim por outro, mas isso não vem ao caso.
Quando fui buscar a primeira parcela do meu seguro desemprego quando descobri...


ai ai


eu digo que tem coisas que só acontecem comigo.


Eu não tenho direito a seguro desemprego por 17 dias. fui demitida 17 dias antes de ter direito ao meu seguro desemprego.


P-q-p. Caramba, meleca, droga, porcaria...


Tá, eu queria mesmo soltar um monte de palavrões...


-Chefinho, o mundo dá voltas. Voltas rápidas...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Eu, uma volta e sempre distraída

Pois é, meses sem escrever, isso não vai voltar a acontecer.
Começo dando desculpas ou pulo isso?

Pulo isso...

Então, ontem, eu sai com um amigo meu que conheci na época que morei em Portugal. Ele esta trabalhando com o Cirque du Soleil e por isso está em Brasília. Por falar nisso, que coisa linda o espetáculo, ele me deu dois convites e eu, que já era fã, enlouqueci de prazer. Que coisa linda!

Saímos, almoçamos, fomos em alguns pontos turísticos e eu estava com um colar prateado grandão cheio de coisas penduradas. Todo prateado. Estávamos no meio da Torre de tv quando minha irmã olha pra mim com uma cara de quem tem algo muito estranho acontecendo...
Fiquei um pouco assustada, já achei que era um inseto, odeio insetos, fiquei paradinha com medo esperando a mão dela me salvar do monstro que eu imaginei estar agarrado em mim.

Bem, não era um monstro, mas era horroroso.
No meio do meu colar prateado, havia um brinco de pedras cor de rosa com um dez centímetros de comprimento pendurado.
Só eu mesma para não ver isso.

Ai ai.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Eu, um carro e uma mão(suja)

Eu digo que tem coisas que só acontecem comigo e o pessoal diz que eu exagero.
Este fim de semana eu fui para um churrasco na chácara de uma amiga.
Éramos seis pessoas e fomos em dois carros.
Em um carro estávamos eu, Fabrícia e César. Ele estava dirigindo e eu estava ao lado dele.
Estávamos no maior bate papo, todos animados com o dia que teríamos.
Íamos encontrar os outros três que iriam com a gente.
Eu estava fumando, com a mão para fora do carro... então senti um coisa bater na minha mão.
O carro estava em movimento. Quando coloquei a mão para dentro do carro vi que o que tinha atingido minha mão era o cocô de passarinho.
Caramba, não dá para acreditar que um passarinho fez cocô na minha mão, eu estando em um carro em movimento...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Eu, um pendrive e um carro

Esta semana além do meu pendrive queimar, com um monte de coisas importantes nele, eu estava parada no buraco do tatu, tentando entrar no eixão norte e veio um cara e bateu na traseira do meu carro.
Putz, achei que era uma batidinha de nada, mas na concessionária saiu 1300 reais para arrumar o carro, pu... mer...
Eu mereço...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Eu, uma empregada e uma super conclusão

Ficamos, eu e minha irmã, sozinhas em BSB por uns 2 meses antes de irmos para Portugal. Meus pais foram primeiro e ficamos num apartamento pequeno com a empregada que não era lá muito esperta.
Eu não tenho um humor muito bom e este dia não era um dos meus melhores.

Estávamos almoçando na sala e comecei a chamar a menina que trabalhava lá em casa.
Ela não respondia.
Chamei mais alto... nada.
Comecei a ficar irritada, a cozinha era grudada na sala, o apartamento era micro, não tinha como ela não estar escutando.
Chamei de novo e ela não respondeu.

Como eu já estava treinando para me adaptar em Portugal, usei minha educação lusitana para chamar a atenção da moça. Peguei uma pedra de gelo que estava no balde de gelo sobre a mesa e joguei na cozinha.
Pensei que isso iria chamar a atenção dela, ia ouvir um barulho de coisa caindo na cozinha e ia ficar atenta para meus gritos pelo nome dela.
Assim que joguei o gelo fiquei em silêncio esperando para ouvir a reação dela.
Foi quando escutei a seguinte frase vindo da cozinha:

-Nossa, acho que esta geladeira está com defeito. Eu nem abri a porta e ela já está cuspindo gelo...

...

Minutos de silencio.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Eu, um parque de diversões e um acidente

Desta vez não foi comigo, mas eu estava no local e o negócio foi feio.

Eu estou me mudando, então, na terça feira eu negociei meu horário de almoço e saí mais cedo do trabalho para ver contrato e tudo mais.
Estava sem carro, então fui ao parque de diversões encontrar a Fabrícia que estava com as duas irmãs mais novas e os dois sobrinhos. Ia com ela para casa.
Era umas 19h mais ou menos e ela começou a falar que o pai dela tinha muito medo de parque de diversões pois eles são perigosos.
Eu disse que isso era besteira. Durante toda a minha vida, só escutei falar de uns 3 acidentes em parques, que era uma coisa rara de acontecer.
Ela disse que também achava que não havia perigo, que se acontecesse 1% de acidentes era muito.
Eu respondi que era uma porcentagem muito grande esta de 1%. Só no parque que estávamos havia mais de 100 pessoas e que se fosse esse o numero, pelo menos uma pessoa teria que se acidentar naquele momento. Disse que o número era infinitamente menor.

Depois deste papo, fomos com as crianças até a fila de uma montanha russa pequena que em forma de uma centopéia. É um brinquedo para crianças de uns 8 anos, imagino.
Chegando lá não tinha ninguém para fazer o brinquedo funcionar e ficamos na fila esperando.

De repente vem um menino correndo e falalando para a gente que aquele brinquedo não estava funcionando pois um outro garoto havia sofrido um acidente.
Fui até a administração do parque para saber o que havia ocorrido.

Chegando lá, estava um tumulto, umas 20 pessoas. Pouco para a quantidade de gente que havia no parque.
Seguranças correndo de um lado para o outro, e um burburinho danado.
Perguntei a um cara o que tinha acontecido.
Ele me contou que um menino havia caído do brinquedo, arrastado pelo trilho e quando chegou à parte alta despencou. E que o menino estava desmaiado.

Eu conversei com a Fabrícia e chegamos a decisão de levar as crianças embora. Se acontece isso num parque, acho que ele não tem segurança suficiente. Não iamos deixar as crianças correrem perigo.

Fiquei olhando a confusão por um tempo e não vi nenhum médico no local, não sei se o parque tinha alguém para tratar destas emergências então resolvi ligar para os bombeiros. Quando liguei, já fazia mais de 20 min que o acidente havia acontecido e os bombeiros ainda não haviam sido informados de nada. Acho que deviam estar tentando abafar o caso.

Falei com a gerência que estava indo embora pela falta de segurança do parque e pedi o dinheiro das entradas de volta. Eles reclamaram um pouco mais acabaram cedendo quando eu falei um pouco mais irritada.

Fomos embora e as crianças ficaram bem assustadas. A mais nova que tem 7 anos saiu dizendo que nunca mais iria num parque de diversões e tivemos que ficar conversando um tempão com ela para tentar convencer que parque é um lugar seguro e que isso não acontece com freqüência.

Bem, ontem a reportagem saiu na tv, quem viu foi um dos sobrinhos da Fabrícia, que me ligou correndo e assustado. Não sei em que jornal saiu a matéria. Mas ele disse que o menino quebrou a perna e esta aparentemente bem em observação no hospital.

Tomara que ele se recupere rápido. Mas duvido que este menino volte a um parque alguma vez na vida.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Eu, meu celular e a segunda parte

Então, tudo correu bem.
Peguei um saco, meti a mão ensacada dentro da privada e fui direto para a pia lavar meu celular.
Já estava molhado mesmo...
Melhor molhado limpo que molhado sujo.

Abri o aparelho todo, sequei com papel toalha o que via de água e deixei dentro de uma sala com ar condicionado secando.

Hoje de manhã fui religar
Feliz surpresa, ele está funcionando direitinho.
Não é ótimo?
rs

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Eu, um celular e um bom início de semana

Desta vez nem vou prolongar muito a estória...
Acabei de chegar no trabalho, fui ao banheiro...
Meu celular caiu na privada...
ai ai, esta semana começou bem

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Eu, uma estampa e alguns elogios

Pessoal, tem uma site chamado Camiseteria onde qualquer pessoa pode enviar uma estampa.
As estampas mais votadas vão ser produzidas e vendidas no site. O lucro é deles, mas o dono da estampa ganha um valor em dinheiro e uma cota pra gastar no site. Não é muita coisa, mas tudo vale a pena, rs.
Então, coloquei uma minha. Tive medo, pois o pessoal que costuma entra no site com freqüência cai de pau nas estampas.
Não é que, para minha surpresa, eu entrei no site hoje e o pessoal estava elogiando...

Como tudo acontece comigo, quem sabe eu não ganho isso?

Então, entrem em http://www.camiseteria.com/design.aspx?did=14487 e votem em mim, essa é minha estampa.

De preferência 5 com coroa, rs.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Eu, uma ajuda e outra ajuda


Estava eu trabalhando e recebo o telefonema de uma amiga dizendo que estava parada, no meio do nada, com pane seca.

Estão vendo como tem gente pior que eu?

Bem...
Já era fim de expediente e eu disse que iria socorrê-la.
Falei com meu chefe e lembrei que eu estava sem carro. Ele me sugeriu que pedisse para um colega da equipe ir comigo.
Falei com esse colega e fomos até um posto de gasolina. Compramos o combustível e eu fui segurando aquele saquinho idiota pelo caminho. Aquele saquinho é muito estúpido, vai... Ele não fecha, ou você agarra a ponta dele com toda a força ou ele vai derramando tudo pelo caminho.
Bem, quando estávamos na metade do caminho esse meu colega de trabalho deu um grito e encostou o carro no acostamento...
Dá para acreditar que o carro dele enguiçou?
Tivemos que ligar para o guincho e para outro amigo ir nos buscar.
Foi ótimo, uma pessoa indo socorrer os dois que estavam indo socorrer a socorrida.
E ainda recebi reclamações pois demorei a chegar com a gasolina... eu mereço.

Merecia...


Em vermelho na imagem ai de cima:

1 - onde eu trabalhava

2 - onde pegamos gasolina e o carro do colega deu pau

3 - onde minha amiga estava


Para quem não conhece, este é o mapa de Brasília. O avião riscado em vermelho é o Plano Piloto. Isso é para terem uma idéia de como foi tudo muuuuito rapidinho, rs

terça-feira, 19 de junho de 2007

Eu, uma festa e minha força de Hulk

Era aniversário de uma amiga, churrasco na cobertura de um apartamento no Sudoeste, bairro de Brasília.
Quase todos conhecidos, vários amigos.
Mas eu não estava de bom humor. Estava numa época difícil da minha vida e fiquei quietinha num canto, sentada batendo papo com algumas pessoas.
Um amigo meu ficou a festa toda tentando me animar. Ele passava e me fazia cócegas, passava e me cutucava, passava e beliscava minha cintura... Isso não estava ajudando, e eu pedi várias vezes para ele parar, mas até que estava divertido, vai.
Eu já estava até rindo. Mas tinha que manter minha fama de “tolerância zero”, apelido carinhoso que os amigos me colocaram. No fim da festa ele veio e me fez cócegas de novo. Eu levantei brincando e disse que ia tirar ele da festa a força se ele não parasse. Ele riu, ele e todo mundo que tava em volta. Disseram que eu era forte mas nem tanto. Daí começou aquela brincadeira de eu dizer que podia e todo mundo ficar me sacaneando dizendo que eu não podia, que ele era muito grande e coisa e tal.
Quem me conhece sabe que não fujo de um desafio. Olhei pra ele e disse para ficar parado que eu ia levanta-lo
Aí é que foi a piada, gargalhada geral.
Passei meus braços na cintura dele, como um abraço e tentei levantar. Quando comecei a fazer força, vi que ele realmente era bem mais pesado que eu imaginava. Mas não podia falar ali, na frente de todos, era melhor ter rido e mudado de assunto. Mas aceitei o desafio, ia ter que agüentar levantar o cara. Parei, me concentrei e fiz toda a força que podia existir reunida dentro de mim...
Eeeeeeeehhhhhhhh
Levantei o cara do chão, o pessoal foi ao delírio. Ninguém acreditava que eu havia conseguido. Eu parecia ter a força do incrível Hulk.
Era um sucesso, todo mundo comentando e rindo sem acreditar, até que resolvi virar de costas...
Foi então que percebi que eu realmente me pareci com o Hulk naquele momento. Fiz tanta força que a bata que que eu estava vestindo rasgou nas costas inteiras. Virou frente única, rasgou de ponta a ponta... aí sim a gargalhada foi geral mesmo. Tive que descer com a dona da casa para arrumar uma outra blusa.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Eu, muita fome e Unaíiiiiiiiiiiiiiiiiii

Bem, teve uma época que eu dividia um apartamento com uma amiga.
Ela era meio gorda e por esse motivo, íamos até uma cidade satélite próxima, São Sebastião, que tinha uma confecção de calças jeans e tinha o número dela barato.
Fomos uma vez. Na segunda, percebemos que havia várias placas apontando Unaí.
Era domingo, umas 13h e não tínhamos mais nada para fazer mesmo. Olhamos uma pra outra e dissemos: Vamos?
Ah, Unaí devia ser pertinho, tinha tanta placa. Resolvemos almoçar lá. Acontece que não tínhamos tomado café da manhã, mas resolvemos ir assim mesmo.
Unaí não chegava nunca, começamos a achar estranho. Mas sempre pensávamos que já devia estar bem perto e como já havíamos andado tanto, não iríamos voltar.
A fome apertava e a estrada ficava cada vez pior
Era tanto buraco e tão fundo... Tinha vez que tínhamos que parar o carro, passar a primeira e entrar no buraco bem devagar com o carro todo, de tão grande que era.
Bem, já desesperadas, e famintas, depois de 3h 30min, chegamos na meleca de Unaí.
A cidade é super pequena e não tem nada
Isso já era umas 16h 30min. Fomos direto tentar comer.
Resolvemos ir no melhor restaurante da cidade, merecíamos. Não tínhamos comido nada até aquela hora e andamos tanto para chegar que merecíamos comer bem.
Depois de muito procurar, avistamos uma única pessoa andando na rua, e perguntamos onde ficava o melhor restaurante da cidade. Ela disse que era uma churrascaria. E que era bem pertinho. Bem, isso eu não tinha dúvida, pelo tamanho da cidade tudo era bem pertinho.
Perguntei se o restaurante era bom mesmo, ela disse que sim, mas era muito caro.
Bem... fomos.
Chegando lá, era um restaurantezinho de quinta categoria.
Entramos e fomos pedir. O garçom disse que já era 17h e haviam parado de servir almoço, estavam limpando a cozinha e só voltariam a funcionar as 18h. Não, não ia dar para agüentar até as 18h sem comer o dia todo.
Contamos a história, ele ficou com pena e arrumou umas azeitoninhas para beliscarmos.
Já estava ficando tarde e não poderíamos voltar para Brasília de noite naquela estrada cheia de crateras.
Resolvemos dormir lá.
Quem sabe não arrumaríamos o que comer no hotel?
Só tinha um hotel na cidade... sem serviço de quarto e nem restaurante.
Entramos e trocamos de quarto 2 vezes, o lugar era imundo, tinha até barata morta.
Depois de muita brigam o gerente mandou limpar um quarto para a gente e fomos comer um cheese-egg-super-tudo-ultra-enorme-salad-burger na barraquinha de cachorro-quente que abriu na esquina.
Resumindo, foi o sanduíche mais caro da minha vida.
Voltamos para Brasília no dia seguinte bem cedo e até hoje tenho trauma do no me Unaí, arg.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Eu, meu chefe e uma reunião

Estava eu, feliz e contente, numa reunião com meu chefe. Estávamos conversando sobre um trabalho que está sendo feito aqui, a melhor maneira de apresentar, e o que eu achava que deveria entrar ou não.
Então comecei a dar minha opinião, dizer o que achava certo e errado, cheia de razão, cheia de teorias para convencer meu chefe que o que eu estava falando era certo...
Bem...
Meu nariz teve uma crise, e começou a sangrar no meio da reunião, mas não foi um sanguinho não, foi sangue pra tudo quanto é lado, manchou os papeis, agenda...
Sai correndo pro banheiro. E ele teve que ficar sentado na mesa, cheia de sangue, me esperando voltar, putz...
Foi, no mínimo, constrangedor. Tudo bem que já estou acostumada, meu nariz sangra desde que sou pequena. Em Brasília então, com a seca, é pior ainda.
Mas no meio de uma reunião com o chefe foi demais.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Eu, um carro e nenhum combustível

Então...

Não sei nem se escrevo isso. Foi muito idiota da minha parte.

Dia seguinte depois da historia que contei ai em baixo, eu estava no trabalho. As 17h 30min, no fim do expediente, eu peguei o carro para ir para casa.

Quando já tinha andado alguns km lembrei que quando eu estava vindo para o trabalho e a luz de combustível acendeu.
Eu moro à uns 25 km do trabalho, daria para chegar e quando estivesse indo embora para casa eu colocaria gasolina.

Bem, pelo meu raciocínio tudo se resolveria, era só eu ir ao posto.
Acontece que quando pensei isso lembrei que pedi para a Fabrícia pagar uma conta para mim e dei meu cartão para ela.

Olhei a carteira e estava sem um centavo. Nunca ando com dinheiro.

Pensei alguns minutos e resolvi ligar para ela já que a gasolina que eu tinha não dava para chegar em casa de jeito nenhum.

Percebi que estava sem o celular, o que me tira a possibilidade de ligar para qualquer pessoa que pudesse me socorrer naquele momento. Eu não sei o telefone de ninguém de cabeça e meu celular é minha agenda.
Comecei a ficar em pânico, estava escurecendo e o caminho para casa é meio deserto a partir de um certo ponto.

Resolvi continuar tentando, mas fui por um caminho um pouquinho mais longo pois o habitual não tem nem telefone, nem posto.
Quando estava à uns 100m de um posto de gasolina, o carro começou a engasgar e eu encostei.
Fiquei parada ali, olhando aquele monte de bomba de gasolina e sem poder usar nenhuma.
Tentei passar o cartão refeição, sabia que não ia passar, mas não custava tentar...

“opção não disponível”

Então eu chamei o gerente, contei minha história e pedi 1 litro de gasolina de favor mesmo. Disse que depois passaria para pagar. Pra minha sorte o gerente foi legal e colocou 1 litro de gasolina, aditivada, ainda.

Bem, hoje acordei, voltei para o posto para colocar gasolina e pagar o fiado de ontem.
Tudo deu certo, ai ai.

Como pode existir alguém tão desligada no mundo?

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Eu, meu carro e um seguro

Posso começar esse post dizendo um monte de palavrões?

Tá, vou poupar vocês disso...

Estou no meu trabalho, feliz e contente(nem tão e feliz e contente assim, preferia receber o salário sem ter que trabalhar, mas...), então deu o horário para eu ir para casa.
Desci, entrei no carro, coloquei a chave na ignição e...
Nada.
Nada mesmo.
Percebi que deixei o farol aceso o dia todo e a bateria acabou, mas acabou mesmo, ao ponto de não ter como fazer o carro pegar no tranco.
Ok, eu tenho seguro para essas coisas.
Mas... qual é meu seguro mesmo?
Não sei qual meu seguro, e muito menos o telefone dele.
Procurei na carteira, guardo tudo na carteira... nada.
Não tenho a P... do telefone do meu seguro. Que idiota não sabe com quem gastou uma nota para proteger o carro, o único carro, o primeiro carro que tenho, pagando em anos com meu suor?
...
...
...
Lembrei, fiz o seguro com o irmão do Butão, um amigo meu.
E o telefone do Butão? Deixei o celular em casa.
Vou ligar pra casa.
...
Pronto, descobri o telefone do Butão.
Agora tenho o telefone do irmão dele... putz ele está em reunião.
Pronto, agora tenho o telefone do seguro.
Ah, é do Banco do Brasil o raio do seguro do meu carro.
Só 50min e o socorro chega aqui.

Enquanto isso fico desabafando com vocês.
Grrrrrrr
hunf

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Eu, uma tempestade e um namorado bem baixinho

Eu tinha uns 15 anos e namorei uma carinha que era bem mais baixo que eu.
Tenho 1,74m, não sou tão alta assim, mas tenho essa altura desde bem nova. E este meu namorado, que é pequeno até hoje, ainda não tinha crescido muito, rs.
Eu, e a Tati fomos ao cinema no shopping lá da Ilha do Governador – RJ, onde morávamos.
Fomos nós duas e os namorados.
O shopping ficava a uns 3 km lá de casa, se meus cálculos não estiverem errados.
Quando saímos do cinema estava caindo um temporal. Resolvemos ir andando mesmo assim. O meu namorado, super educado, tirou o casaco e me deu.
Ficou micro, mas...
Começamos a andar e a chuva foi apertando e a água subindo. Em determinado momento a água já estava à cima do meu joelho.
Era tudo uma festa, um bando de moleques juntos, não estávamos nem aí. Só que comecei a ficar preocupada com esse meu namorado, que era até fortinho, mas era baixinho mesmo.
Fiquei com medo dele ser arrastado pela água e resolvi solucionar o problema.

Não me sacaneiem.

Bem, coloquei ele nas costas e fomos para casa felizes e contentes.
Tá foi ridículo, eu sei.

Não vou dizer o nome dele aqui, mas o pessoal da Ilha vai saber direitinho quem era.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Eu, um esporte e mais dois acidentes

Sempre gostei de esportes, antes de fazer faculdade de webdesign eu comecei uma de educação física mas acabei largando por problemas de transferência.
Hoje estou meio parada e, como todo mundo, culpo a falta de tempo.
Mas já fiz de tudo, caratê, capoeira, vôlei, natação, jazz, futebol... uma lista enorme.
Bem, eu tive dois acidentes graças as lutas que treinei.

Eu namorava o Igor, um cara de 1m 90cm mais ou menos. Ele fazia capoeira e eu caratê. Estávamos em baixo do meu prédio quando começamos uma discussão sobre qual luta era melhor. Ele defendia a dele e eu a minha.
Depois de muitos argumentos e nenhuma conclusão, ele sugeriu que colocássemos os conhecimentos em prática. Iríamos fazer uma pequena competiçãozinha, ele lutando capoeira, e eu caratê.
Ok.
Me preparei e ele ficou gingando na minha frente. Direita, esquerda, direita, esquerda, e eu parada na frente dele só olhando, quando ele distraiu e passou na minha frente, dei meu primeiro soco.

Tá, exagerei, acertei o nariz dele que começou a sangrar, não era pra machucar, mas nunca tive muito controle da minha força e nem dos meus movimentos, rs.
Ele parou, segurou o sangue com a mão e ficou me olhando assustado e dizendo que eu tinha batido nele.
Cara, ele que inventou a brincadeira, era bem maior que eu, homem, forte...
Não sabe brincar, não desce pro play, rs

Mesmo depois deste acidente, ele me convenceu a fazer capoeira. Fui com ele e vi que só tinha homem na aula. Fiz algumas aulas mas fiquei meio tímida com a situação.
Foi então que convenci umas 6 meninas lá da vila militar de onde morávamos a fazer capoeira com a gente.
O professor começou a ensinar, depois de muita ginga, o primeiro golpe.
Ele se chama meia-lua. É um chute rodado pra trás com uma das mãos no chão(para os iniciantes essa mão, rs).
Ele deu o passo a passo e quando fizemos cada parte do golpe várias vezes ele disse que era para ficarmos gingando e quando ele dissesse “já”, nós faríamos o golpe inteiro em movimento.
Ficamos gingando, aquela fila de meninas, e ele disse já...
A Fernanda, que estava do meu lado, se perdeu e eu me empolguei. Fiz o golpe certinho, no ritmo e com força.
Lindo meu golpe, seria aplaudido se não fosse por um detalhe: a certei meu chute(com o calcanhar) na cabeça da Fernanda.

Ela caiu desmaiada no chão.
Isso mesmo, desmaiada, não é exagero.

Foi um desastre. Gente correndo pra todo lado.

Resolvi parar de praticar qualquer luta, isso não era pra mim...

Realmente não sei controlar minha força nem meus movimentos...

Droga...

terça-feira, 22 de maio de 2007

Eu, um hamster e um aviso

Bem eu estava na Feira dos Importados aqui em Brasília e passei por uma lojinha que vendia animais. Tinha peixes e hamsters pelo que me lembro.
Fiquei olhando varias gaiolas e achando um mais lindo que o outro.
Vi um que achei lindo, ele era grande e bem peludo.
Fiquei olhando fixo pra ele e não agüentei, fui com o dedo pra dentro da gaiola para fazer carinho no bichinho.
NHAC
Tomei uma dentada no dedo tão forte que senti o dente dele bater no meu osso.
Ficou pingando sangue.
Fui ao banheiro lavar o dedo e quando voltei, resolvi olhar para a cara daquele pestinha de novo...
Bem na gaiola, na frente, grudada nela, bem grandão, estava escrito:
Não toque, Rato de Briga Chinês!

Ok, sou uma anta, estava até difícil de ver o bicho de tão grande que era o aviso.
Mas eu não vi, rs.

Outra coisa. Que diabos é Rato de Briga Chinês?

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Eu, Saquarema e um carro


Bem, o Marco, amigo meu da época que morei em Santa Maria – RS, esteve aqui em BSB neste fim de semana e me lembrou desse pequeno problema que passamos à alguns anos atrás:

Eu morava em Santa Maria no RS. Meu pai havia sido transferido para Brasília mas fomos passar férias com a família no RJ. O Marco e a Daniele, dois amigos da época foram com a gente.
Eu havia acabado de tirar carteira de motorista.
Ficamos na casa do meu tio Marco, irmão do papai. A casa fica em Saquarema na praia do Boqueirão. Não satisfeita, resolvi que íamos para outra praia, Itaúna, uma praia que fica uns 10km da casa do meu tio.

Eu tinha vários motivos para querer isso, um era ficar numa praia longe dos meus pais, vai, eu tinha 18 anos, quem com 18 anos quer pai e mãe perto?
Segundo motivo é que Itaúna é bem mais bonita que o Boqueirão e tem gente mais bonita também.
Terceiro motivo... tá, confesso, queria mesmo era passear de carro com a “galera”.

Meus pais não quiseram deixar eu ir de carro, eles haviam acabado de comprar um Escort zerinho, mas eu passei uma meia hora brigando com eles por causa disso até que eles cederam.
Fomos: eu, minha irmã, Marco, Daniele e o Renato(meu primo).

Ficamos até de tardezinha e resolvemos ir embora.
Cadê a chave do carro?
Sumiu...
Procura daqui, procura de lá, era vendedor de bebida, de pastel, de picolé, todos ajudando a procurar a chave. Apareceram uns 3 ancinhos para procurarmos na areia e nada de chave.
Eu entrei em desespero.
Fomos até um orelhão e ligamos pro papai.
Daí foi um inferno.
Era meu pai dando bronca de um lado e a mamãe berrando do outro.
Um dizia que eu ia dormir na praia para ficar vigiando o carro, o outro dizia que eu ia ao RJ, de ônibus, buscar a chave reserva...

Na época a Ford havia acabado de lançar aquelas chaves com segredo, aquelas que são fininhas e que todos os carros da Ford usam hoje em dia. Nenhum chaveiro fazia esta chave, só podíamos pedir outra na concessionária, coisa que não existia em Saquarema.

Bem, o carro tinha seguro, então meu pai pediu para o guincho ir busca-lo enquanto esperávamos a chave reserva vir do RJ. O medo era que alguém encontrasse a chave e levasse o carro embora enquanto não estávamos lá.

Chegou o guincho.
O carro estava com o freio de mão puxado e tiveram que rebocar o carro de costas. Eu estava desesperada e não parava de falar para o cara ter cuidado ao amarrar o carro pois o carro era novo e eu já havia levado bronca e se algo mais acontecesse com ele eu ia ser massacrada em casa. Os meninos só me cutucavam e diziam que o cara estava acostumado a fazer aquilo, que ele sabia o que estava fazendo...

Bem chegamos em casa, meus pais nem olharam pra minha cara de tanta raiva e fomos dormir.
No dia seguinte resolvemos ir a Búzios. Nos arrumamos, meus pais prepararam tudo para irmos...
Quando meu pai abriu a mala do carro para colocar as coisas...
O fundo da mala do carro estava quase encostando na tampa... o cara havia amassado o fundo do carro todo.
Nem quero mais falar sobre isso. Ainda estou viva...

Bem essa foto ai em cima é de Saquarema, em cima o Boqueirão, em baixo Itaúna.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Eu, uma data especial e um super jantar




Então, nem sempre coisas dão errado comigo, rs.
Mês passado eu comemorei uma data especial e fiz um jantarzinho.
Quem me conhece bem sabe que eu cozinho, mas quem me conhece mais ou menos não acredita, pois dizem quem não tenho a menor cara de quem cozinhe bem. Pois vai a prova.
Essa foto foi do prato principal, mas fiz entradas e sobremesa.
Segue esta receita ai de cima. Eu que criei.

Ingredientes:
Cordeiro (corte french rack)
Pimenta do reino
Sal
Mel
Vinagre balsâmico
Limão
Shoyu
Molho inglês
Azeite extra virgem
Arroz
Açafrão
Manteiga
Cogumelo paris
Cebola (daquelas pra fazer conserva)
Caldo de legumes
Nirá
Alho
Vinho branco

Bem, fiz um risoto com o arroz, um pouquinho de alho, vinho, caldo de legumes e açafrão. Finalizei com uma colher de manteiga.

O cordeiro foi temperado com sal e pimenta do reino. Grelhado, ao ponto, com um pingo de azeite numa frigideira ante aderente. Reservei a carne e fiz o molho, nesta mesma frigideira, com o mel, shoyu, molho inglês, vinagre balsâmico e limão.

Tirei o molho da frigideira e dei uma leve grelhada nas cebolas, abafei uns minutos e caramelizei.

Grelhei os cogumelos e temperei com shoyu.

Montei colocando o risoto, os cordeiros apoiados no meio, cogumelos e cebola caramelizada dos lados. Reguei o cordeiro com o molho e salpiquei nirá em tudo, finalizei com um ramo de nirá no centro.


Um bom vinhozinho pra acompanhar... huuummmm.

Não sei quantidades, só cozinho assim meio no olho mesmo. Mas é isso, tentem fazer e me contem se deu certo. Ficou um delicia.
Ah, minha mãe vende cordeiro. Vários cortes, quem quiser...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Eu,dois aniversários e duas M...


Bem, este fim de semana tive duas festas importantes para ir.
Uma foi na sexta feira, aniversário do Paul, um grande amigo meu.
Fui uma das primeiras a chegar. O apartamento era novo, eles haviam acabado de se mudar e a mão do Paul comprou vários moveis novos. Dentre eles uma mesa com cadeiras estofadas. Sentei e o garçom serviu uma taça de vinho.
Pronto, foi o suficiente para acontecer a primeira m... do meu fim de semana. Fui cruzar as pernas e dei um chute na mesa, o vinho derramou, escorreu pela toalha e caiu no estofado-branco-novo da cadeira e no chão todo.
Putz, era garçom limpando chão, aniversariante secando mesa e eu, desesperada, esfregando o estofado da cadeira com pano úmido. O raio do vinho não saiu e a cadeira ficou manchada. Claro que eu fiquei com cara de tacho. A mãe do Paul disse que a cadeira havia sido impermeabilizada e que disseram que era para tirar qualquer coisa com pano úmido somente, se não sair é responsabilidade da empresa que fez a impermeabilização. Isso me deixou um pouquinho mais tranqüila.

Bem, depois disso, no sábado, foi a festa de comemoração dos 50 anos da minha mãe.
Foi uma festa anos 70.
Todos felizes e contentes. Eu estava com uma taça de vinho numa mão e a maquina fotográfica que o pai do Cadu havia emprestado na outra mão.
Fui andando feliz e contente para o meio do salão para dançar com o pessoal.
Tropecei na calçada e caí, caí bonito, só lembrei do estrago que havia feito com o vinho no dia anterior e segurei firme. Caí esparramada no chão, caí deitada, sabe... assim, de barriga.
Mas a maquina fotográfica ficou intacta e o vinho não derramou uma gota sequer.
Uhuuu

Ah, meu cabelo foi eleito o melhor cabelo anos 70 da festa. Tuuubos de laquê, rs.
Olhem a foto. Alexandra, Cadu, Fabrícia e eu.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Eu, uns fios brancos e 56123525600 fios laranjas


Bem, eu vou contar a verdade: Tenho cabelos brancos!
Ufa, pronto, falei.
Bem, depois disso posso relatar uma coisinha que me aconteceu.

Eu costumo pintar meus cabelos. Compre xampu loiro médio. Assim só muda a cor dos cabelos brancos e o meu cabelo continua igual.
Um dia, havia feito escova de chocolate no cabelo, e resolvi dar um “up” no visual. Aproveitei e fui comprar a tinta para pintar os fios brancos que me perseguem desde tão novinha, rs.
Não achei o loiro médio e como todo mundo que me conhece sabe, não sei esperar nada. Quando decido algo, tem que ser na hora.
Então procurei uma cor parecida. Achei loiro mel. Olhei a foto e achei que era a cor do meu cabelo mesmo. Comprei.

Cheguei em casa super empolgada e fui pintar meu cabelo.
Ta, deixei o tempo recomendado na caixinha e fui para o banho tirar a tinta.
Caraca, quando me olhei no espelho, meu cabelo estava laranja. Mas era laranja mesmo, daquele que se alguém quiser pintar não vai conseguir.
Surtei. Fiquei morrendo de vergonha de sair de casa mas já havia marcado de ir jogar sinuca com minha irmã, Fabrícia e Cadu.
Quando cheguei ao encontro, o Cadu me viu e teve uma crise de riso. E aconteceu o seguinte dialogo entre eu e minha irmã Alexandra:
Xanda: - Que foi isso? (disse com cara de susto)
Eu: - Ah, deu errado a tinta que comprei. Nem queria ter saído de casa. (eu com cara de triste)
Xanda: - Por que saiu?

Estava muito feio mesmo.
Não podia pintar em seguida se não meu cabelo ia cair de tanta química. Ele é muito fino e não agüenta nada. Então passei uma semana lavando o cabelo umas duas vezes por dia para ver se a tinta saia.

Essa foto ai em cima eu já devia ter lavado a cabeça umas 15 vezes, rs.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Eu, Janis Joplin e uma brasa


Eu tinha uns 16 anos e havia começado minha vida noturna a pouco tempo.
Para eu sair era um inferno. Meus pais eram cheios de regras e proibições.
Eu morava na Ilha do Governador e resolvi ir com um grupo de amigos ao Circo Voador pois teria um tributo à Janis Joplin. Não sei o que deu na cabeça dos meus pais, mas ele deixaram.
Pelo que me lembro fomos de ônibus, eu, Tati, Kk, Junior, Daniel, Fabiane e mais um pessoal que não me lembro.
Como disse, não sai muito e era meio tonta... bem, isso sou até hoje.
Eu estava com um cigarro na mão e não tinha fogo. Comecei a olhar para os lados para ver se alguém estava fumando.
Bem pertinho de mim, vi uma brasinha acesa. Cutuquei o cara e pedi o cigarro dele para acender o meu.
Ele me olhou, riu e me disse: - Se você conseguir...
Quando peguei o cigarro dele para tentar acender o meu, não era cigarro, era maconha...
Caraca, eu senti uma mistura de desespero com vergonha mas fiquei que nem uma pateta tentando acender meu cigarro no baseado dele um tempão e sai roxa de vergonha.
A Tatiana que estava do meu lado, só ria da minha cara.
Ela ri até hoje quando lembra da cena. E olha que ela nunca lembra de nada.
Beijo Tati.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Eu, Trufa e um acidente


Pois é, uma história trágica...


Eu amo bichos, como todos já sabem.
Tenho uma cachorrinha da raça Dachshund chamada Trufa.
Ela é linda, arlequim, uma cor rara para essa raça.
Bem, no primeiro cio ela teve gravidez psicológica e acabou tendo uma inflamação por causa do leite que empedrou e ficou entupido. Levei na veterinária e ela teve que passar por varias drenagens pois o peitinho dela estava arrastando no chão de tão inchado que estava.

** informação não aconselhável às crianças, pessoas com hipertensão, pessoas com qualquer tipo de agonia e frescura.**
A drenagem acontece assim:
A cachorrinha fica na mesa do consultório com alguém segurando. A veterinária pega uma agulha, enfia no bico do peito da bichinha para desentupir e depois espreme tudo que tiver dentro.
Imaginem ficar espremendo um local que está doendo pra caramba e quase intocável por causa da inflamação.
**


Bem, resolvi que eu ia segurar a Trufa neste momento para ela ver que eu estava por perto e tentando acalmá-la. Não ia abandonar meu bebê num momento tão difícil.

Ela é super tranqüila, mansinha, feliz, abana o rabinho até quando está tomando vacina. Mas ela berrava de dor.

Ok, teve que fazer isso novamente quatro dias depois.

Ela é obediente, sempre passeio com ela sem coleira e nunca foge, fica sempre pertinho de mim e obedece meus comandos. Acontece que ela ficou traumatizada com a dor que sentiu na sala da clínica e quando entrei já começou a tremer.
Fiquei com ela na sala de espera pois a veterinária estava atendendo uns gatinhos.
A Trufa estava usando aquele colar que parece um abajur para não ficar lambendo o machucado que se formou de tanto que foi espremida e não estimular a produção de leite.


Estava sem coleira pois tava muito debilitada e fiquei com pena de colocar.
Fiquei sentada com ela no meu colo. Do meu lado tinha uma senhora com uma filhotinho de schnauzer miniatura que eu fiquei brincando.
Distrai-me por um segundo e a Trufa pulou do meu colo e foi correndo para o meio da rua.
Saí correndo atrás dela gritando, mas o desespero dela era tanto que não me atendeu. Vários carros estavam passando e quando vi que não iria pega-la a tempo, comecei a correr pra cima dos carros abanando os braços para que parassem. Os carros não frearam a tempo e um deles atropelou minha cachorra com a roda da frente. Ela voou longe e caiu de costas no chão.
Peguei a trufa no colo e ela estava mole, fazendo xixi e sem se mexer. Entrei gritando na clinica, chorando que nem criança achando que minha cachorrinha tinha morrido. A veterinária saiu da sala que estava e correu para ver a Trufa.


Resumindo, o carro bateu no colar que ela estava e ele ficou parecendo um papel amassado, e isso amorteceu a pancada. Ela ficou em choque e por isso o xixi soltou e ela parou de mexer. Ficamos sentadas na clínica por umas 3 horas para ela ficar em observação. Aos poucos ela foi parando de tremer e voltando a se mover.
Tudo terminou bem. Mas hoje, sempre que ela entra no cio eu tenho que dar remédios para secar o leite. A coitadinha não vai mais passar por um trauma desses.

Ah, olha como ela é linda. Ai ela tinha quatro meses.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Eu, uma gruta e um guia fajuto


Eu fazia faculdade de educação física e alguns amigos da UnB resolvemos ir até uma gruta que existe aqui perto. Ela se chama Gruta dos Ecos.
O Fábio, um colega nosso, disse que conhecia bem o lugar e que não precisaríamos de guia pois ele faria esse papel com segurança.
Bem, éramos umas 6 ou 7 pessoas e fomos bem equipados. Cada um levava uma mochila com comida e água além de lanternas de mão, lanternas de colocar na cabeça, pilhas sobressalentes e celulares (rs).
Tinha uns 18 ou 19 anos de idade e, como já disse varias vezes sou filha de militar, e como tal sempre cumpria o que combinava com meus pais. Saí de casa de manhã cedo, disse para onde iria e combinei a volta às 17h.
Eu estava com uma calça camuflada usada pelos militares da aeronáutica que é bem grossa, usada para o mato mesmo, tênis e uma regata. Por baixo vestia um biquíni, já que nesta gruta existia um lago que mais tarde descobri ser o maior lago subterrâneo da América do Sul.
A entrada da Gruta dos Ecos é bem aberta, mas a descida é bastante íngreme para quem nunca havia feito nada parecido. Existiam uns pedaços de teto caídos no chão que dificultavam a passagem. Eles tinham um formato meio triangular com esses ângulos bem finos formando algo parecido com navalhas.
Na primeira tentativa de passar por cima de um desses pedaços essa pedra rasgou o fundo da minha calça que, como disse, era extremamente grossa (sorte que estava de biquíni por baixo).
Bem, íamos descendo e logo tudo foi ficando muito escuro. Passamos a precisar das lanternas rapidamente.
Ok, todos se divertindo e o Fábio super confiante contando para a gente que a gruta tinha uma entrada e uma saída em local diferente pois a entrada era muito íngreme pra subir sem equipamento de escalada. Descer, até que dava, mas subir não. Então sairíamos por outro lugar.

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** caso não queira saber detalhes sobre a Gruta dos Ecos, pule esta parte**

Gruta dos Ecos, a maior caverna em micaxistos conhecida em todo o planeta

O Município de Cocalzinho de Goiás a aproximadamente 40 km do centro de Pirenópolis abriga a Grutas dos Ecos, local de suma importância no quadro espeleológico mundial já que não se conhece outra caverna de dimensões comparáveis em termos de litologia (micaxistos e quartzitos), o que explica a ausência de espeleotemas.
Suas formações rochosas, seus salões e galerias maravilham e assustam estudiosos e turistas.Infelizmente por uso indevido da comunidade, o local foi interditado pelo IBAMA, até que seja elaborado um plano de manejo.
O primeiro impacto é a entrada: possui descida de 142 metros de profundidade. Com 1.380 metros de desenvolvimento, a gruta abriga o Lago dos Ecos, o maior lago subterrâneo da América do Sul, que tem cerca de 300 metros por 50 metros de largura, profundidade que varia de 10 a 15 metros e águas cristalinas de uma beleza que impressiona a todos os que a conhecem.
A gruta foi descoberta em março de 1975. Sua exploração e mapeamento topográfico se estenderam por cinco anos. O local possui vários compartimentos como o Salão de Entrada, o Salão das Nuvens, a Galeria Açu, a Galeria Mirim, a Galeria do Lago e o salão dos Morcegos, também conhecido como o Salão das Catacumbas.
A existência de blocos escorregadios que formam grandes obstáculos à passagem demonstra que a região pode ter sido o fundo do mar, em época distante.

Fonte: http://www.pirenopolis.com.br
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Continuando...
Chegamos ao salão onde existia o famoso lago.
A iluminação era totalmente feita por lanternas, existiam outros grupos neste salão e percebemos que todos tinham um guia.
Ficamos algumas horas no local descansando, batendo papo e observando sua beleza. Os grupos começaram a ir embora e perguntei ao Fábio se não era melhor seguirmos o pessoal. Ele me disse que sabia sair de lá e que podíamos ir quando quiséssemos.
Passamos a ver varias luzes de lanternas se distanciando por um caminho nas paredes da gruta, parecia um trenzinho de luzes subindo bem longe.

Depois de um tempo, resolvemos ir embora. Já estava ficando tarde e tínhamos marcado hora para voltar.
Começamos andar e perceber que não chegávamos a lugar nenhum. Mas o Fábio sempre dizia que estava tudo bem. Comecei a ficar preocupada. As luzes das lanternas foram ficando fracas e acabaram como que cronometradas, todas de uma vez. Aí fiquei preocupada. Tínhamos pilhas e baterias sobressalentes, mas não eram muitas. E se acabassem de novo antes de acharmos a saída? Pois neste momento até o Fabio já havia aceitado que estávamos perdidos dentro da m... da gruta.
Bem, decidimos que ficaríamos sentados e que um de nós ia andar para um dos lados sem parar de cantar (já explico) para ver se achava a saída, se não achasse ia voltar e outro ia para o outro lado.
Fizemos isso para usarmos só uma lanterna já que o lugar era cheio de fendas no chão por onde poderíamos cair.
E eu mandei que a pessoa fosse cantando para saber para onde ela estava indo (não podíamos deixar ninguém se perder do grupo) e para ver se este não havia caído em uma destas fendas e morrido, rs.


Ta, assumo, EU ESTAVA EM PÂNICO TOTAL.


Só pensava que íamos ter que dormir ali, que os celulares não funcionavam dentro da gruta e que não poderia avisar meus pais que só chegaríamos no dia seguinte pois íamos ter que esperar um próximo grupo chegar e nos resgatar.
Depois de muitas idas e vindas para todos os lados, um de nossos amigos começou a gritar dizendo que tinha visto luz. Eu levantei desesperada e fui até ele. Chegando nele não vi luz nenhuma e achei que ele estava ficando louco de tanto nervoso por ter se perdido, achei que ele estava tendo alucinações. Aí ele se abaixou, deitou no chão de costas e mandou que eu fizesse o mesmo. Fiz, e por trás de umas rochas laaaaá no alto, beeeeeem longe tinha uma luz bem fraquinha.
Tudo bem, achamos a saída.
Fomos andando bem devagar tentando achar um caminho que chegasse até a luz.
Foi quando chegamos a um salão grande aonde vimos a saída com clareza. Bem em cima de nós.
Acontece que descobrimos que não havíamos achado a saída e sim a entrada que, como eu disse anteriormente, não dava para subir só descer.

Bem, eu não ia dormir naquele lugar cheio de bichos desconhecidos, não ia voltar para procurar a saída, não adiantava berrar e os celulares ainda não pegavam.
A solução foi tentar subir.
Algum ser iluminado que não me lembro quem foi, havia levado uma corda na mochila. Ela devia ter uns 3 metros no máximo, mas foi a salvação.
Fazíamos uma escada humana. Um encostava-se à pedra, outro subia pelo corpo deste e ficava em pé no ombro e o terceiro escalava os dois até uma superfície plana. Jogava a corda e ia puxando os demais que ficaram em baixo.
Assim foi até chegarmos lá em cima.
Cara, nunca foi tão bom ver a luz do dia, digo, o finzinho de luz do dia. Já estava quase de noite.

Conclusão, quase matamos o Fábio, minha mãe já estava quase tendo o terceiro filho pelo nariz de tanto que demoramos e nunca mais eu faço coisa nenhuma sem um guia, seja lá quanto ele custar.

Essa foto não é nossa, é do mesmo site que tirei às informações a cima. Mas vale como ilustração.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Eu, um cavalo e o pior acidente da minha vida.


Pois é, eu estava num churrasco numa chácara aqui perto de Brasília.
Lá tinham 3 cavalos. Resolvi que queria montar.
A chácara era usada muito pouco e os cavalos eram montados menos ainda.
O caseiro passou o dia todo tentando pegar um dos cavalos que estavam soltos no terreno.
Nós só víamos os cavalos correndo e o cara correndo atrás com uma corda na mão.
Lá pelas 18h, o caseiro apareceu com uma égua. Fiquei eufórica. Ele pegou um saco de pão do churrasco e gastou todinho tentando fazer a égua abrir a boca para por o freio e não conseguiu. Ela estava só com uma corda no pescoço já que havia sido laçada.


Bem, resolvi andar assim mesmo. O cara me disse que ela estava meio braba e que quando eu subisse ela ia dar umas empinadas mas era só eu segurar firme que a bicha acalmava.
Ok, subi.
Dito e feito, ela deu uns coices e uns pulos mas ficou logo quieta.
Comecei a andar segurando na cordinha que saia do pescoço dela. Só vinha um lado para eu segurar, o outro estava preso no pescoço da égua. Se eu puxasse a corda para qualquer lado que fosse ela rodava no pescoço do animal e nada acontecia. Começamos a correr e fomos nos aproximando de um rio que passava uns 3 metros abaixo de nós. Tipo, tinha um buraco na minha frente.


Os outros dois cavalos se aproximaram e começaram a correr do meu lado. Fiquei preocupada e comecei a puxar a cordinha para parar a égua que, como os outros cavalos das outras histórias, também riu da minha cara e não parou de jeito nenhum.
Quando, de repente, fui jogada para trás.


No meio do nosso percurso, havia um varal de arame que eu não vi pois ele se confundiu com a paisagem de fundo. Mas ele pegou no meu nariz, na parte de baixo do meu olho e na sobrancelha. Por pouco não me degolou, por 10 cm.
Fui lançada para fora do cavalo e cai sentada no chão.
Nem me mexia de tanta dor.
Também não enxergava da vista direita, pois meu rosto inchou tanto em volta do olho que fechou tudo e ficou muito roxo. Por mais que eu fizesse força, não abria o olho.
Meu nariz ralou todo, minha sobrancelha idem e eu achei que tinha ficado paralítica pois não tinha forças para mexer as pernas.


Meus amigos chegaram correndo e eu ainda não me movia. Aos poucos fui me mexendo e acabei sendo carregada para o carro pois não podia andar de tanta dor que sentia.
Fui para o hospital e foi constatado que nada de grave aconteceu comigo.
Quando cheguei em casa, minha mãe abriu a porta e chorou muito. Aí que tive noção de como estava meu rosto, todo ralado, sangrando e inchado. Minha irmã disse que parecia que eu tinha apanhado na rua de uns 30 caras.


Passei uma semana na cama sem levantar de tanta dor que sentia.
Bem, depois disso, só andei à cavalo mais uma vez, e descobri que passei a ter medo deles. Essa foto aí foi da última vez que montei um cavalo, é o cavalo do filho do Gustavo, um amigo meu. Mal sai do lugar de tanto medo que fiquei. Ah, nem olhem para o meu cabelo, estava deixando crescer e estava feio de mais.

Bem, ainda estou viva, rs.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Eu, outro cavalo e um caminhão

Eu namorava o Daniel.
Cara, ele estava presente em muitos desastres meus, rs.
Fomos para Pirenópolis passar o fim de semana.
Resolvemos alugar dois cavalos para andar.
Sabe aqueles cavalos de aluguel que já andam um percurso certo? Tipo, você pode soltar o cavalo que ele já faz o caminho.
Pois bem, pegamos um desses. Depois de uns minutos de intimidade com o bicho, achamos que já estávamos craques e apostamos uma corrida.
Eu estava à esquerda do Daniel. À direita de nós, ficava a rua da casa do cavalo.
Quando fomos passando reto pela rua, meu cavalo resolveu que não queria mais andar, já estava bom para ele, e tentou entrar à direita. Mas à direita estava o Daniel e seu cavalo.
O Daniel gritava para eu puxar o cavalo e eu puxava, mas ele não estava nem aí para mim.
Na nossa frente tinha um caminhão parado na calçada.
Os cavalos corriam em direção ao caminhão, não virávamos para o outro lado pois meu cavalo não ia.
O Daniel, já desesperado, chutava meu cavalo. E nada.
Os moradores de Pirenópolis que estavam sentados tomando pinga nos bares da rua, gritavam eufóricos com a bagunça: uuhuuuuuuu, irraaaaa, seguuuuuura!
Bem, acabamos parando a um palmo do caminhão.
Desesperados, resolvemos parar nosso passeio naquele momento.

Eu, um cavalo e um tombo espetacular

Bem, sempre fui apaixonada por animais. Digo animais de verdade, inseto não é animal, rs.
Pelos cavalos eu sempre tive uma paixão especial. Nunca fui muito intima deles, sempre faltou oportunidade para conviver mais com esses animais, mas sempre que podia eu aproveitava.
Sempre fui corajosa ou, no mínimo, metida.

Quando era criança, andava à cavalo como todas as outras crianças, montava e um cara ia puxando. Achava super divertido.
Um dia, eu devia ter uns 9 anos, fui até a casa de uns amigos da minha tia Vânia. Eles moravam em uma fazenda. A filha do casal, não me lembro o nome, nasceu montando e tinha a minha idade. Fui andar à cavalo com ela. Minha primeira experiência sozinha em um cavalo, sem ninguém puxando.
Quando meus pais olharam eu já estava apostando corrida com a menina.

E foi assim que tudo começou...

Depois deste dia, acho que só montei umas 8 vezes a mais em toda a vida, 3 delas foram... digamos... perigosas.

A segunda vez que montei, eu devia ter uns 12 anos, meu avô havia morrido a pouco tempo.
Fomos a UFF no RJ. Eu, minha irmã, meu pai, minha mãe, minha avó, a tia Vânia e meu primo Fernando.

Enchi o saco da família toda pois eu queria andar à cavalo. Lá na Faculdade Federal Fluminense existiam alguns “pangarés” para alugar além de uns cavalos lindos que eram de pessoas que competiam e deixavam os cavalos ali.

Estávamos andando e eu vi um senhor com um cavalo. O cavalo era adestrado, parecia de circo. Ele dava os comandos e o cavalo obedecia, dava ré, levantava a pata, sentava...
Ficamos todos olhando e eu babando.
Acho que babei tanto que estava na minha cara que amei aquele cavalo.
O senhor veio até mim e perguntou se eu queria dar uma volta no cavalo dele.
Caraca, eu fiquei eufórica.
Acontece que o cavalo estava sem cela, freio, rédea ou seja lá mais o que for. Só tinha uma corda passando na boca. Além disso ele estava preso a muito tempo.
E daí? Subi no cavalo e fui andar.
Tinha um lugar cercado onde aconteciam as competições de salto(sacaram que não entendo nada de cavalos, rs).
Comecei a correr e o cavalo não me obedecia, fomos chegando perto do fim do caminho onde tinha uma cerca de madeira. Comecei a puxar o cavalo para a esquerda e ele só faltou rir da minha cara, não atendia meu comando nem por um decreto.
Conclusão, quando chegamos na cerca o cavalo que queria correr, começou a pular, empinar e tentar me jogar pra fora dele.
Viva para o cavalo.
Ele, finalmente, conseguiu me derrubar. Cai por cima da cerca e ralei meu braço todo.
Minha mãe falou que parecia cena de rodeio, rs.
Vieram correndo na minha direção. Foi quando eu levantei e fui correndo pegar o cavalo. Aí viram que eu estava bem.
Nunca que eu ia cair e ficar no chão sofrendo, meu pai estava lá.

O cara selou o cavalo e colocou as coisas todas que precisava e eu montei de novo, agora com um pouco mais de domínio e com o bicho mais calmo e, desta vez, tudo correu bem.
Bem, esse foi meu primeiro acidente.
Depois conto os outros.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Eu, dois homens e uma invasão

Eu fazia faculdade de Educação física na UnB e morava numa kit, com varanda, no segundo andar de um prédio comercial. Era um calor infernal. Deixava sempre a porta que ia do quarto para a varanda aberta pra entrar um arzinho.
Estava voltando de uma aula prática de futebol, toda suada, e já entrei em casa tirando a roupa para tomar um banho.
Percebi algo estranho.
A casa estava escura o que nunca acontecia pois como já disse, tinha uma porta grande do quarto para a varanda que estava sempre aberta. Era segundo andar, o que tornava isso um hábito seguro. Pelo menos era o que eu pensava.
Quando percebi a escuridão, olhei para a porta tentando me lembrar por que motivo eu poderia ter deixado a porta fechada. Foi quando vi pelo basculante que ficava na parte de cima desta porta uma barriga.
Tomei um baita susto.
Como eu costumo fazer as coisas antes e pensar depois. Então, ao perceber pessoas estranhas na minha varanda, ao invés de sair correndo e chamar a policia, me vesti e fui até lá. E cheguei dando bronca.
Haviam dois homens e um escada.
Perguntei quem eles eram, como entraram e o que estavam fazendo na minha casa.
Eles me disseram que eram pedreiros e que a fachada do prédio estava sendo reformada. Precisaram entrar na minha varanda para mexer no teto e como eu não estava em casa, o sindico foi até o meu vizinho e disse para ele deixar os caras entrarem na minha varanda pela varanda dele.
Caraca, eu fiquei muito p...
Quem, diabos, o sindico achava que era para deixar alguém entrar na minha casa sem minha autorização?
E o vizinho, era doido também?
Os pedreiro me disseram que haviam fechado a porta do meu quarto e que ficaram só na varanda. Quer dizer, estavam se achando legais. Até fecharam a porta do meu quarto para mim.
Agora, quem disse que eles não entraram na minha casa e mexeram em tudo antes de fechar a porta?
Quem disse que não roubaram nada?
E quem disse que eu estaria segura entrando em casa e ficando sozinha com dois desconhecidos?
Eu entrei na minha casa, tranquei a porta, tirei a roupa e dei de cara com dois homens estranhos. Qualquer coisa podia ter acontecido pois duvido que o filho da p... do sindico sabia sobre a índole daqueles caras.
Bem, depois de chamar o sindico de tudo quanto é nome, mandei os dois caras saírem pelo mesmo lugar que entraram, ou seja, pela varanda do vizinho. Pela minha casa é que eles não iam passar.
Depois dei uma bronca do vizinho, disse que ele só podia estar surtado de deixar uma coisa dessas.
E fui a policia dar queixa.
Dois meses depois sai do apartamento e fui para outro lugar rezando para encontar pessoas mais normais.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Eu, uma colega e um mal entendido


Caraca, digo que tem coisas que só acontecem comigo...


No post: Eu, uma garrafa e o hospital
Eu começo dizendo que é uma rapidinha.

Uma história rapidinha, pois as minhas demoram um pouco, são cheias de detalhes.

A doida do meu trablho achou que era uma rapidinha, saca? Que eu tinha dado umazinha(usando termos que eu ouvi) antes do que eu contei. E o pior é que tem uma galera do trabalho achando isso por causa dela, céus, não mereço isso Glaucia, kkkkkkkkk.

E.......le, le.

Explicando:

uma história rapidinha.

E não uma "rapidinha", "umazinha", ou seja lá o que for.

Jámais contaria algo tão intimo.

PUTZ
Ah, essa ai em cima é a Glaucia

Eu(com sono), duas cozinhas e dois acidentes

Bem, quem me conhece sabe que eu adoro cozinhar. Cozinho bem, modéstia a parte, mas gosto de fazer comida por algum motivo, o trivial não me faz muito a cabeça.
Algumas vezes estou sem paciência mesmo, acho que isso é normal.
Tive problemas em dois desses dias sem paciência, rs.
Estava em casa, morava em Portugal, era tarde da noite e meu namorado(da época) me pediu para fazer ovos mexidos pois queria comer algo rapidinho antes de ir dormir.
Eu costumo ir dormir cedo e já estava pra lá de Bagdá de tanto sono. Mas resolvi atender o pedido do menino, sou legal, vai...
Era um fogão que ficava num espaço entre os armários e a pia, bem grudado nas paredes.
Peguei os ovos e deixei em cima da bancada da pia para buscar o resto das coisas que precisava. Quando fui pegar os ovos para colocar na frigideira, um deles caiu da minha mão bem no espacinho micro-mine-ultra-invisível que existia entre o fogão e a bancada. Putz, quebrou e foi escorrendo pela parede até, finalmente, chegar no chão e ir para baixo do fogão.
Fiquei com tanta raiva que nem chamei meu ex namorado para ajudar, acho que se ele aparecesse naquele momento, eu ia matá-lo.
Bem, o lanchinho rápido do rapaz acabou demorando 1h de faxina.
Já no Brasil, também tarde da noite, minha irmã pediu par assar uns nuggets.
Claro, que fui fazer isso para ela. Como disse, durmo cedo mas sou legal pra caramba, rs.
Liguei o forno para ir esquentando enquanto espalhava o alimento “gourmet” na assadeira.
Quando abri o forno para colocar os nuggets lá, vi que tinha uma panela de vidro cheia de óleo. Já estava quente, então deixei o forno aberto e fui buscar um pegador para não queimar minha mão. Tive o cuidado de colocar um descanso de panela em cima da bancada de mármore para não dar um choque térmico e quebrar a o vidro.
Ok, tudo preparado, pegador na mão, descanso na bancada...
Peguei a panela pelo cabo e fui levar até a bancada. Tudo ia dando certo a não ser meu sono que era grande. Errei a altura da bancada e dei uma pancada com o fundo da panela, quente, na quina da bancada, fria.
A p... da mer... do ca... da panela cheia de óleo explodiu e um litro de óleo foi derramado no chão. Parecia acidente ecológico, aquele óleo todo escorrendo, se espalhando pelo chão da cozinha e eu olhando e pensando: - Me mato agora e deixo a espécie Raquel Borda extinta do mundo ou permaneço fazendo besteira para o resto da vida?
Bem, como estou contando a história para vocês, a espécie Raquel Borda ainda existe. Isso depois de passar umas 2h lavando a cozinha com mangueira e sabão em pó, que era a única coisa que poderia destruir toda aquela gorduuuuuura(direitos licenciados por Ruth Lemos).
Ps – este namorado citado ai em cima é o mesmo da história dos morangos... esse namoro não podia ter futuro mesmo, rs

Ps 2 – hoje é sexta-feira 13. Acho que não deveria ter saído da cama...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Eu, um premio e uma quase ex amiga


Essa foi vergonhosa, mas vou contar.
Aqui em Brasília existia um programa na TV chamado Bingão(tipo um Caminhão do Faustão da vida), apresentado pelo ator Marcos Frota. Era um sorteio de carros. Se me lembro bem, você comprava uma cartela(tipo uma tele sena) e o premio para o ganhador era um carro 0km.
Ok, minha amiga Patrícia ganhou um desses. Ganhou um Peugeot 106, seu primeiro carro. Acho que ela tinha uns 18 anos na época.
Meu pai é militar e o dela também. Estávamos todos reunidos num churrasco que acontecia no Clube da Aeronáutica de Brasília. E a Paty feliz e contente com seu carrinho estacionado em frente à churrasqueira mostrando ele pra todo mundo.
Eu nunca havia dirigido um Peugeot e pedi para dar uma volta dentro do clube mesmo.
Sentei ao volante, ela do meu lado e minha irmã atrás. Demos uma volta no clube e voltamos para o churrasco.
Fui estacionar. Era um estacionamento de brita com umas partes de terra e grama, tudo disforme. Não tinha vagas delimitadas, só um espaço onde o pessoal parava o carro.
Resolvi dar a volta no finzinho do estacionamento para colocar o carro de frente pra saída e facilitar a vida da Paty.
Fui andando bem devagarzinho pois o carro estava tinindo de novo e o chão era meio esburacado. Foi quando senti um movimento estranho no carro, como se ele tivesse descido a frente e ai ele parou. Acelerei novamente e ele não andava. Estranho que não forçava nada, por mais que eu pisasse no acelerador o carro nem fazia aquela forcinha para frente como se quisesse andar mas estivesse preso.
Foi ai que percebemos o que aconteceu...
Tinha um montinho de terra pequeno, quase imperceptível, só que depois dele havia um buraco, não era um buracão, era um desnível. Acontece que, não sei como, eu passei com o meio do fundo do carro sobre esse montinho e quando desci no desnível, a frente do carro desceu mas o fundo do carro ficou equilibrado no montinho.
Acho que vou ter que desenhar isso para vocês entenderem, rs, foi absurdo de mais para alguém entender. O carro ficou com três rodas no ar, só o fundo do carro e uma roda traseira ficou no chão, digo, no montinho.
A Patrícia quase teve um treco em ver aquilo. Eu estava para morrer de vergonha e minha irmã só me olhava com ar de reprovação. Olhar esse que se multiplicou muito quando fomos até a churrasqueira para pedir socorro. Churrasqueira onde estavam meu pai, minha mãe, os meus amigos e os amigos dos meus pais, além dos pais da Paty.
Meu pai me olhava com uma cara de ódio que eu estava quase para morrer.
Bem, eu e mais um monte de gente, sentamos em um dos cantos traseiros do carro para fazer peso e encostar a outra roda no chão. Os homens empurraram o carro e ele foi para trás arrastando o fundo inteiro e novo no chão.
No fim, fora o fundo do carro novinho da Paty todo arranhado(mas era em baixo, ninguém ia ver, rs), minha família me olhando com olhar de desprezo, todas as pessoas do churrasco me sacaneando e eu a beira da morte de tanta vergonha, tudo terminou bem. Os pais dela ainda permitiram a nossa amizade.
E ela...
Ela acabou me perdoando.
Amiga é pra essas coisas.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Eu, um Banco e um canivete. “Armada e (nada) Perigosa”


Fui a um Banco com a Janine e a Fabrícia, que não vou citar o nome(não para proteger, mas para evitar situações de perigo), e quando fui entrar pela porta giratória lembrei que eu tinha um canivete na bolsa.

Só uma explicação: eu vendo ostras frescas para restaurantes e particulares, então muitas vezes preciso abrir a ostra para o cliente ver que é fresca e de boa qualidade, o canivete é o meio mais pratico de ter algo para abrir que seja compacto e possa carregar na bolsa sem o perigo de me machucar.

Pois é, pensei rápido comigo que se eu tirasse o canivete e colocasse naquela caixinha de acrílico onde depositamos tudo de metal que tivermos, ia ser um tumulto. Ia ter que deixá-lo com o guardinha, e dizer o motivo do canivete e coisa e tal.
Tirei o celular e tentei passar com o canivete.
Pois não é que eu entrei?
Assim que entrei, cai na real sobre o que eu estava fazendo.
Pensei na insegurança de todos dentro do Banco que acham que está tudo bem.
Mas e se entrarem 3 caras com canivetes, rendem uns clientes e dizem pro segurança passar a arma? Ferrou tudo.
Fui até o segurança do Banco, abri minha bolsa e disse:
- Olha com o que eu entrei aqui.
Mostrei meu canivete e ele me disse que era assim mesmo, que aquela porta não pegava canivete não, só faca grande. E olha que não é um canivetinho não, é um canivete de respeito. A foto está ai em cima para terem noção do tamanho dele.

Detalhe que ganhei o canivete como brinde do Banco concorrente, rs. Mais um motivo pra ele não entrar, kkkkk.

Pois é. Quando o guarda me falou aquilo eu fiquei muito irritada. Subi direto no gerente geral, tirei o canivete da bolsa e contei a historia toda de novo. Olha que coisa mais “segura”, além de entrar no Banco armada, fui até o gerente sem ser barrada.
Ele, sensato, achou aquilo um absurdo. Deu uma bronca no segurança, e foi testar a porta comigo. O meu celular a porta barrava, o canivete não.
Fiquei rodando naquela porta com o canivete na mão e nada.
O gerente me pediu mil desculpas, me pediu o canivete emprestado para provar a seguradora que a porta era falha e ligou na minha frente reclamando e pedindo para irem resolver o problema.
Bem, essas coisas só acontecem comigo mesmo, quem ia tentar entrar num banco com um canivete, sem querer roubar nada, e depois mostrar ele pra todo mundo?
Mas espero que tudo tenha, realmente, se resolvido.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Eu, um namorado e um morango

Eu estava namorando o Daniel a mais ou menos um mês e resolvi fazer um jantarzinho para ele.
Adoro cozinhar, isso é um dos maiores prazeres da minha vida.
Fiz para o jantar medalhões de filé com molho de alcaparras e conhac e arroz à piamontese. Também fiz uma torta de morango que ficou na geladeira e seria servida de sobremesa.
Estávamos jantando felizes e contentes quando resolvi servir a torta.
Era uma torta com a massa se biscoito recheada de creme de baunilha e com uma camada de morango e gelatina por cima. Pra fazer essa torta precisa de uma forma que solta o fundo e como eu morava com meus pais e naquela casa sempre tem festa, a forma que eu tinha disponível era enorme. Tudo bem, fiz uma torta enorme, o que sobrasse a família comeria no dia seguinte.
Abri a geladeira e peguei uma garrafa de vinho com uma mão e fui pegar a torta(enorme, rs) com a outra.
Claro que não tive força para agüentar a torta numa mão só, ela virou e caiu inteira no chão.
Além de não ter sobremesa no meu primeiro jantar, eu ainda tive que acabar com o clima romântico do momento para limpar o chão inteiro.
Ele me ajudou e resolvemos voltar para a sala.
Foi quando, sem graça, ele me disse que odiava morangos.
Agora não sei se tive sorte ou azar com o desastre, rs.

Eu, um percurso e uma carona.

Quando saí da casa dos meus pais, fiquei 3 anos sem carro. O que foi o inferno na minha vida. Uma que odeio andar de ônibus e outra que não tem ônibus em Brasília, a não ser nas ruas principais, o resto é a pé mesmo ou se esperar umas 5 horas por um dos, no máximo, 3 ônibus que passarão no local.
Ok, estava indo visitar meus pais e eu morava com uma pessoa nada prestativa que me deixou ir sozinha. Andei até o ponto de ônibus, esperei uns 40min até chegar um que ia para onde eu queria e saltei no ponto mais próximo da casa do papai e da mamãe.
Ainda faltava uns 4 ou 5 km, pelas minhas contas. E, ali só tem ônibus a cada 2h mais ou menos. Decidi ir a pé.
Acontece que tem uma ladeira gigante neste caminho, mais da metade do percurso é ladeira. Um descidão e um subidão.
Tá, comecei a descer, foi quando passou um cara de bicicleta.
O que ninguém na minha família acreditou foi que eu peguei carona na bicicleta do cara.
Vai, economizei uns 20min de caminhada descendo na garupa do cara.
Foi rapidão, vai?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Eu, uma festa e uns acidentes


Ai, ai.
Então, como já disse, estava de atestado médico.
No sábado retrasado, fui a festa de aniversário de 8 anos da filha da Tati, uma grande amiga minha. Muito legal, o tema foi Lendas Brasileiras.
Essa amiga alugou uma cama elástica e um escorrega inflável para as crianças brincarem.
Quando estava chegando o fim da festa, eu, a Tati, a Fabrícia e a Carmem, resolvemos tirar as crianças dos brinquedos para brincarmos um pouquinho.
Fomos ao escorrega.
Resolvi descer rolando.
Claro que não deu certo.
Quando cheguei no final, tentei frear na parede(também inflável) do escorrega e meu dedo dobrou pra trás e fiquei uns 5 min parada sem levantar de tanta dor. Depois disso, resolvi ir na cama elástica, minha mão doía muito, mas meu pé ainda estava bem.
Cheguei lá e as crianças me disseram pra ir primeiro. Neste momento eu já tinha brincado com todas as crianças da festa e elas me adoravam, eu era a tia mais divertida, kkkkk. Furei fila com permissão de todos e fui pular sozinha pra não machucar ninguém. Uma das crianças ficou pentelhando para ir comigo e eu deixei(como sou burra). Quando eu estava bem alto, a menina caiu em baixo de mim e fiquei tentando cair de uma maneira que não pisasse nela. Caí de mau jeito e dobrei para trás o dedo do pé.
Pronto. Tudo estava completo. Fui pro hospital e fiquei com um gesso que ia até o cotovelo e com o pé todo enfaixado.
Uma semana sem dirigir, cheia de dor e raiva de mim mesma.
Fiquei com tanta faixa pelo corpo que quando saia de casa, as pessoas me perguntavam se eu tinha caído de moto, rs. Ah, além disso ainda estava com o curativo do corte canivete no dedão.
Putz.
A foto aí de cima sou eu, bem concentrada, tentando assinar um cheque. Não tenho foto do pé, rs.

Eu, uma semana vazia e uma desculpa

Gente, desculpem a semana sem escrever nada.
Já recebi reclamações, estou voltando a ativa.
Passei uma semana de atestado médico e por isso não postei.
Já conto pra vocês o que houve comigo.
Até daqui a pouco...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Eu, sangue e um molusco


Eu, pra quem não sabe, além de webdesigner, vendo ostras, mexilhões e vongoles para restaurantes, bares, hotéis e pessoas famintas de Brasília.
Conversando com o dono de uma loja de aquários, soube que alguns peixes de água salgada(que vou descobrir o nome e colocar aqui) só comem alimento vivo e o principal é o vongole. Acontece que ninguém acha vongole em Brasília. Levei um pouco para ele e colocamos nos aquários para ver os peixes se alimentando. Acontece que o vongole vem vivo porem estressado da viagem e fica com a concha fechada. Ficamos olhando eles no aquário e quando começavam a abrir, os peixinhos já iam atacar e ele fechava de novo. Os peixes ficaram tão eufóricos com o novo alimento que não davam tempo do bicho abrir a concha.
Como não sei ficar parada olhando, fui dar uma força aos peixinhos.
Algumas pessoas da loja estavam ocupados tentando pegar um peixe que tinha sido vendido. Era um peixe que estava em outro aquário de água salgada cheio de corais, então estava complicado pega-lo pois entrava em todos os buracos possíveis.
Peguei meu super-ultra-mega-potente-canivete-tabajara que havia ganhado do meu pai e ainda não tinha usado e fui abrir o vongole. Estou acostumada a abrir ostras, faço com uma certa facilidade, mas vongole não. A ostra podemos comer crua, o vongole só se come cozido e assim a concha se abre sozinha.
E daí, fui abrir.
Achei que tinha visto a junção das duas conchas e coloquei a ponta do canivete apoiada nesta abertura. Coloquei o vongole sobre a mesa para que se o canivete escapasse não atravessasse minha mão.
Ok, tudo pensado e planejado.
Vamos fazer força...
Eu só achei que tinha visto a emenda das conchas, mas estava enganada. O canivete escapou e cravou no meu dedo polegar esquerdo.
Caraca, doeu muito, ele era afiado mesmo. Quando olhei, vi que só não atravessou meu dedo pois tinha um osso no meio, mas foi sangue para todos os lados. Apertei o corte com o dedo para parar de sangrar e coloquei a outra mão embaixo. Na minha mão se formou uma poça de sangue em segundos.
A Fabrícia, que estava comigo, viu e foi me socorrer, pois eu nem falava de tanto desespero e cara de quem fez m... Fomos ao banheiro e o sangue não parava de jorrar. Cheguei na pia, virei a mão e derramei todo o sangue que estava acumulado nela. Lavei bastante e fiquei tentando secar. Tava difícil, não parava de sair sangue. A essa altura eu já estava fraca...
Não, não, não. Era muito sangue, mas nem tanto, eu tava fraca era de medo mesmo, e só repetia que não ia pro hospital tomar ponto nem amarrada. Peguei um bolo de papel toalha e apertei o dedo esperando estancar o sangue. Voltei pra loja. Depois de algum tempo com o ferimento sendo fechado a força, parou de escorrer sangue. Aí só sangrava um pouquinho neste momento.
Fiquei lá pra me acalmar e esperar o dono da loja terminar de arrumar o aquário. Ele me sugeriu enrolar o delo com alguma coisa e só achamos durex, ele não tinha nada de primeiros socorros lá. Enrolei o durex em volta do papel e fiquei assim até em casa, quando tirei o “curativo” e coloquei um esparadrapo microporoso para forçar que o corte se mantivesse fechado, com os dois lados unidos.
E... ok, vamos ver se vai dar certo.
Mas agora os peixinhos vão ter com o que se alimentar e viverão felizes para sempre. Eles, pois os vongoles vão morrer todos com a fúria da Raquel, rs.
Ah, a Fabrícia descobriu que dá para abrir o vongole com a mão, não precisa de faca, canivete, serra, pedra, nada. Mas, pra quem tem peixes que precisam deste alimento, é só me ligar que envio para vocês e ensino a abrir, isso se você não tiver paciência de esperar eles comeram sozinhos, pois eles sabem fazer isso, só eu que não sei, rs.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Eu, vinho e um "Filho Ilustre"


Estava eu no Orkut quando vi uma comunidade chamada: Apreciadores de vinho de BSB.
São pessoas de Brasília que apreciam vinhos e não pessoas que apreciam os vinho produzidos em Brasília, rs.
Entrei na comunidade e vi que eles estavam desistindo e um encontro que iam fazer.
Resolvi agitar. Tanto enchi os outros(que nunca tinha visto na vida), que foi um pessoal para o encontro.
Como alguns já se conheciam de outros encontros mas outros nunca tinham se visto, ninguém ia ceder a casa para pessoas desconhecidas em um encontro anunciado na Internet. Fomos para a Esplanada dos Ministérios.
Cada um levou um vinho e um petisco.
Experimentamos vários vinhos e foi tudo uma delicia.
Até que chega um cara, com pinta de mendigo, um saco de pano pendurado no ombro.
Ele sentou e resolveu se entrosar. Ele era filho de uma pessoa famosa(que não vou dizer quem era). Mostrou a identidade pra provar que era quem dizia que era e foi batendo papo.
Depois do entusiasmo, o papo foi ficando chato, não conseguíamos conversar mais pois éramos sempre interrompidos pelo “filho ilustre”
Resolvi tomar mais uma taça de vinho, já que haviam aberto outra garrafa que eu tinha curiosidade de provar.
Para minha surpresa não achei minha taça. Não achei a taça de ninguém, todas tinham sumido. Quando o “filho ilustre” percebeu a movimentação de todos a procura das taças perdidas, se levantou e atravessou a Praça dos 3 Poderes em direção ao Congresso.
Fiquei muito irritada olhando ele partir e lembrando que a minha taça foi do casamento dos meus pais.
Neste momento, o pessoal já havia ido embora só estavam eu, Fabrícia, Lú e Paulo Henrique.
Não estava acreditando que aquele cara que ficou tomando os nossos bons vinhos, escolhidos a dedo para o encontro, havia roubado a taça do casamento dos meus pais.
Depois de algum tempo olhando ele ir embora...
...ah, quer saber, não dava pra ficar olhando aquilo não, fui atrás dele.
Quando cheguei lá percebi que o Paulo Henrique tinha vindo junto. Outra surpresa pois um homem educado ta difícil hoje em dia.

Daí o papo foi assim:
Eu: - O senhor pegou nossas taças...
“Filho ilustre e ladrão”: - Não peguei nada não.
Eu: - Ah, pegou sim
(imaginem isso tudo assim: o cara com jeito assustado e eu pulando de um lado pro outro subindo nos tamancos)
Paulo Henrique: - É isso ai...
“Filho ilustre e ladrão”: - Ta bem, só peguei essa aqui.
Eu: - Só essa aí o cacete, pegou mais...
Paulo Henrique: - É...
“Filho ilustre e ladrão”: - Ta bem, essa aqui também e só. Não tem mais nada.
Eu: - Tem sim, seu saco ta fazendo barulho ainda.
Paulo Henrique: - É... ta sim...
“Filho ilustre e ladrão”: - Só tem mais essa aqui então.
Eu: - Cara, você pegou todas, pode devolver tudo.
(eu já quase tendo um treco de raiva)
Paulo Henrique: - É...
“Filho ilustre e ladrão”: Ta, só tem mais essa então.

Bem, e assim foi até ele devolver as taças.
Voltamos para o nosso lugar e...
...
...
O raio da taça do casamento dos meus pais caiu da minha mão e quebrou...
...
Hunf
...
Grrrrr

terça-feira, 20 de março de 2007

Eu, uma garrafa e o hospital

Uma rapidinha.
Estou eu, feliz e contente segunda-feira indo pro trabalho de manhã.
Abri a geladeira, com a delicadeza que me é peculiar, e a garrafa de coca-cola que estava em cima do congelador da geladeira caiu.
Caiu, rodou e acertou o meu dedo do pé bem de ponta.
Ficou um roxão bem redondinho na hora, rs
Resumindo, lá fui eu pro hospital.
Tive meu pé inteiro imobilizado e fiquei sem andar.
Agora, vai explicar pro seu chefe que isso foi mesmo verdade, uma coca-cola voadora na segunda de manhã depois da ressaca, ta bem...

segunda-feira, 19 de março de 2007

Eu, um curso e uma professora pior que eu

Primeira história de amigos...

Eu comecei a fazer mais um curso de direção de arte para web. Pra minha surpresa a professora tem casos piores que os meus...

O nome dela é Giorgia e no seu primeiro casamento fez uma cerimônia intima para umas 30 pessoas, só os mais íntimos mesmo.
Recolheram as cortinas brancas de todos os amigos, colocaram para enfeitar a festa com florzinhas e coisas assim.
Ok, acabou o casamento e eles saíram felizes e contentes para a lua de mel.
Entraram no carro e foram embora.
Chegando no hotel, abriram o porta malas do carro e notaram que as malas não estavam lá. Foi quando perceberam quem não tinham viajado com o carro deles e sim com o carro da mãe do noivo que era igual. Mas, como era só um fim de semana e ninguém precisa de roupa numa lua de mel, rs, resolveram continuar no hotel mesmo assim.
Tudo muito bom e chegou a hora de irem para casa. Antes, o noivo quis comer um omelete, que a Giorgia não foi muito com a cara e não comeu.
Adivinhem... ele passou mal. Passou muito mal, tão mal que tiveram que ir para o hospital, ele de noivo e ela de noiva. Só tinham essa roupa mesmo.
Rodaram a cidadezinha toda. Quando o hospital tinha o plano deles não tinha médico, quando tinha médico não tinha o plano deles. O noivo ficou irritado e começou a discutir com ela por cima do carro. Até que resolveram procurar mais um pouco e acharam um hospital com médico e o plano de saúde que ele tinha. Ok, onde está a carteira? Na discussão a carteira ficou no teto do carro e foi perdida. Voltaram o caminho todo procurando a carteira até que encontraram. Lógico que só tinha documento, não tinha cartão, não tinha dinheiro, nada.
Depois disso seguiram viagem de volta pra casa.
Mas, como tudo estava indo “bem” de mais...
A gasolina acabou. Tinham que ir andando até algum posto. A sorte não estava do lado deles e resolveram subir no meio fio e colocar o carro em baixo de umas arvores para não correrem o risco de voltar pro carro e ele ter sido batido por algum ônibus.
Foram andando por um longo caminho até o posto de gasolina. Todas as pessoas que passavam por eles davam uma sacaneada no casal. Bem enfeite de bolo nunca anda pela rua, e era o que eles pareciam vestidos daquele jeito, tinham que ser sacaneados mesmo.
Chegaram no posto e contaram tudo que tinham passado para o frentista que ficou com pena e deu 5 litros de combustível para o casal. Claro que ele acreditou, ninguém ia se vestir daquele jeito pra dar um golpe tão pequeno num posto de gasolina.
Agora só faltava eles voltarem pro carro, abastecerem e acabar a lua de mel infernal.
No caminho um amigo, que esteve no casamento, passou por eles. Assustado e sem entender o motivo dos dois estarem andando no meio da estrada vestidos daquele jeito, parou.
Disse que levaria eles até o carro mas que estava um tumulto naquela direção, achava que tinha sido um acidente, tinha policia e um monte de gente.
Quando chegaram o tumulto era em volta do carro deles e o policial já estava com uma pedra enorme na mão para quebrar o vidro do carro.
Eles gritaram desesperados que o carro era deles e foram correndo ver o que estava acontecendo.
Um idiota de um motorista de caminhão, passou por ali e viu uma mulher vestida de noiva saindo de um carro que deixou escondido no meio de umas arvores com um rolo branco no banco de trás e chamou a policia dizendo a seguinte história:
- Policia, policia, uma noiva acabou de sair do casamento, brigou com o marido, matou ele, enrolou em panos, largou o corpo no banco de trás do carro e esta fugindo do local a pé.
O rolo de pano branco eram as cortinas dos amigos que foram guardadas para posterior devolução. E o motorista achou que era um defunto.
O policial ficou tão envergonhado de ter acreditado numa história tão absurda que nem pediu os documentos do casal. O que foi o único momento de sorte que tiveram nesses dois dias pois estavam sem o documento do carro que não era o deles e sem carteira de motorista, pois o noivo não tinha tirado ainda.
E esse foi o inicio do fim do casamento dos dois.

Bem, essa história aconteceu com minha professora, Giorgia Barreto.
Mandem suas histórias também. Será muito legal posta-las aqui.
Beijos a todos.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Eu, uma cerveja e coisas que caem do céu

Uma amiga da Fabrícia veio de Manaus pra Brasília. Peguei o carro e fui levar a Fabrícia pra fazer um passeio turístico com ela.
Depois de horas andando a menina resolveu, pro meu desespero, que queria ir à feira do Guará(cidade satélite) comprar calça jeans.
Ok, ok. Eu nem tava cansada mesmo. Eu nem odeio aquele lugar cheio de gente mesmo.
Fomos.
Resolvemos ficar sentadas num lugar que tem na feira tipo uma praça de alimentação de quinta categoria, com uns botecos de tijolinho. Enquanto isso a menina foi comprar o raio das calças.
Pedimos uma cerveja e ficamos batendo papo. O lugar tinha uns 10 quiosques iguais. Com telhadinho e umas churrasqueiras. Era um espaço grande pra caramba e estava razoavelmente cheio.
De uma hora pra outra eu senti uma coisa caído na minha cabeça e depois no meu ombro. Cara, doeu. Fiquei meio tonta, assustada sem saber o que tinha acontecido.
Quando olhei pra baixo pra ver o que tinha caído em mim... Pasmem, era um gato.
Eu nunca vi gato cair. Cair do telhado e na cabeça de alguém então, menos ainda.
Um filhote, lindo.
Peguei ele pra ver se tinha se machucado. Ele era tão mansinho. Olhei e ele pareceu bem. Coloquei ele no chão e comecei a comentar o fato com a Fabrícia.
Neste momento o pobre gatinho desamparado começou a miar e se escondeu atrás de um freezer horizontal enferrujado.
Meu espírito protetor dos animais começou a berrar comigo. FAZ ALGUMA COISA PORRA!
Obedeci, não sou besta.
Levantei, subi num muro que tinha lá e fui ver se tinha uma ninhada no telhado. Nada. Não podia devolver ele pra mãe. E ele estava com fome, chorando, sozinho, sofrendo tanto, buaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Peguei o gato.
Parou de chorar imediatamente e ficou no meu colo olhando pros meus olhos sem desviar um segundo.
Não podia levar ele pra casa, tenho 7 cachorros e outros bichos. Lembrei que minha amiga Tatiana já havia pegado um gatinho e deixado na casa dela até o dia seguinte antes de levar para um pet shop perto de casa que doa filhotinhos. Liguei pra ela e fui autorizada a levar o gatinho pra lá.
Quando estava entrando no carro o gato começou a berrar, mas miava tanto e eu não entendia, eu sou tão legal.
Neste exato momento uma mulher que estava entrando no carro do lado do meu disse que meu gatinho era lindo.
Perguntei se ela queria o filhote. Ela me olhou como se eu fosse surtada e eu expliquei a história toda.
Me disse que se fosse macho queria sim, pois a filha dela pedia um e ela não tinha tempo de procurar.
Pensei: isso é fácil, é só olhar. Foi quando levantei o gatinho para olhar as partes intimas dele(ou dela).
Me deparei com uma coisa. Coisa é o nome daquilo para mim. Estou acostumada com cachorro, ou tem ou não tem algo ali. É macho ou fêmea e pronto. Gato não. Tem uma coisa ali, coisa mesmo, sério...
Mas, ao contrario de mim, aquele era o gato mais sortudo do mundo e a menina de Manaus sacava tudo de gatos. E adivinhem...
Era uma macho.
E assim, todos vivemos felizes para sempre...
Quer dizer, eu só até a próxima história, hunf

quinta-feira, 15 de março de 2007

Eu, amigos e uma proposta

Amigos, gostaria de propor a todos que se alguém tiver uma história inacreditável dessas, que me mande.
A coisa tem que ter acontecido mesmo, não pode ser mentira. Mande para o meu e-mail que colocarei no ar com os devidos créditos.
Se quiser, pode me mandar alguma foto do acontecido que se esse blog de m... funcionar eu posto ela também.
Beijos a todos.

Eu, granola e sangue

Estava eu, feliz e contente trabalhando. Isso foi na época que eu trabalhei na Fábrica DotNet. Do lado tinha uma loja de produtos naturais. Entrei e comprei um saco de granola pra ir comendo durante o dia.
Mas, como tem coisas que só acontecem comigo, eu senti um negocio na minha garganta.
Era uma coisinha que não subia nem descia. Parecia que tinha ficado um pedacinho de aveia presa no céu da boca perto da garganta. E aquilo incomodava. Falei com meu chefe, o Cláudio Delamare, que me sugeriu tomar um copo de água. Tomei de uma vez e nada.
Cada vez aquela coisa na minha garganta incomodava mais. Subi e fui numa lanchonete comer um pedaço de pão. Minha avó já me dizia que se algo tiver na garganta, engolir pão ajuda a descer.
Mas ela não estava tão certa assim...
Aquilo começou a espetar. E em segundos não podia mais falar direito pois, cada movimento com a língua sentia uma espetada na garganta.
Acabei parando no hospital por causa de uma granola.
O médico da emergência olhou, enfiou uma pinça no fundo da minha garganta e tirou uma farpa de 2 cm que estava pregada em mim. Quando ele puxou, só senti a pele sendo esticada e o gosto de sangue. Aquilo ficou sangrando algum tempo e passei uns 3 dias sem poder engolir nada muito sólido.
Ainda bem que meu chefe me viu engasgando, porque seria outra historia que ninguém no trabalho ia acreditar.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Eu, meu sarcasmo e uma pergunta

Estava bem, de repente comecei a ter uns princípios de desmaio.
Fiz 4737821 exames pra descobrir o que era.
Em um destes exames, o médico começou a fazer algumas perguntas de rotina:
Médico: - Alguém na sua família tem diabetes?
Eu: - Ah, só depois de mais velhos pelo que eu sei.
Médico: - Alguém teve câncer na sua família?
Eu: - Sim, algumas pessoas.
Médico: - Alguém com histórico de depressão constatado por médico?
Eu: - Sim...
Médico: - Alguém morreu subitamente na sua família?
Eu: - Suicídio conta?
Médico: ??????????

Ah, não descobriram nada. Meus exames deram normais... ninguém acreditou nisso.