segunda-feira, 23 de abril de 2007

Eu, um cavalo e o pior acidente da minha vida.


Pois é, eu estava num churrasco numa chácara aqui perto de Brasília.
Lá tinham 3 cavalos. Resolvi que queria montar.
A chácara era usada muito pouco e os cavalos eram montados menos ainda.
O caseiro passou o dia todo tentando pegar um dos cavalos que estavam soltos no terreno.
Nós só víamos os cavalos correndo e o cara correndo atrás com uma corda na mão.
Lá pelas 18h, o caseiro apareceu com uma égua. Fiquei eufórica. Ele pegou um saco de pão do churrasco e gastou todinho tentando fazer a égua abrir a boca para por o freio e não conseguiu. Ela estava só com uma corda no pescoço já que havia sido laçada.


Bem, resolvi andar assim mesmo. O cara me disse que ela estava meio braba e que quando eu subisse ela ia dar umas empinadas mas era só eu segurar firme que a bicha acalmava.
Ok, subi.
Dito e feito, ela deu uns coices e uns pulos mas ficou logo quieta.
Comecei a andar segurando na cordinha que saia do pescoço dela. Só vinha um lado para eu segurar, o outro estava preso no pescoço da égua. Se eu puxasse a corda para qualquer lado que fosse ela rodava no pescoço do animal e nada acontecia. Começamos a correr e fomos nos aproximando de um rio que passava uns 3 metros abaixo de nós. Tipo, tinha um buraco na minha frente.


Os outros dois cavalos se aproximaram e começaram a correr do meu lado. Fiquei preocupada e comecei a puxar a cordinha para parar a égua que, como os outros cavalos das outras histórias, também riu da minha cara e não parou de jeito nenhum.
Quando, de repente, fui jogada para trás.


No meio do nosso percurso, havia um varal de arame que eu não vi pois ele se confundiu com a paisagem de fundo. Mas ele pegou no meu nariz, na parte de baixo do meu olho e na sobrancelha. Por pouco não me degolou, por 10 cm.
Fui lançada para fora do cavalo e cai sentada no chão.
Nem me mexia de tanta dor.
Também não enxergava da vista direita, pois meu rosto inchou tanto em volta do olho que fechou tudo e ficou muito roxo. Por mais que eu fizesse força, não abria o olho.
Meu nariz ralou todo, minha sobrancelha idem e eu achei que tinha ficado paralítica pois não tinha forças para mexer as pernas.


Meus amigos chegaram correndo e eu ainda não me movia. Aos poucos fui me mexendo e acabei sendo carregada para o carro pois não podia andar de tanta dor que sentia.
Fui para o hospital e foi constatado que nada de grave aconteceu comigo.
Quando cheguei em casa, minha mãe abriu a porta e chorou muito. Aí que tive noção de como estava meu rosto, todo ralado, sangrando e inchado. Minha irmã disse que parecia que eu tinha apanhado na rua de uns 30 caras.


Passei uma semana na cama sem levantar de tanta dor que sentia.
Bem, depois disso, só andei à cavalo mais uma vez, e descobri que passei a ter medo deles. Essa foto aí foi da última vez que montei um cavalo, é o cavalo do filho do Gustavo, um amigo meu. Mal sai do lugar de tanto medo que fiquei. Ah, nem olhem para o meu cabelo, estava deixando crescer e estava feio de mais.

Bem, ainda estou viva, rs.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Eu, outro cavalo e um caminhão

Eu namorava o Daniel.
Cara, ele estava presente em muitos desastres meus, rs.
Fomos para Pirenópolis passar o fim de semana.
Resolvemos alugar dois cavalos para andar.
Sabe aqueles cavalos de aluguel que já andam um percurso certo? Tipo, você pode soltar o cavalo que ele já faz o caminho.
Pois bem, pegamos um desses. Depois de uns minutos de intimidade com o bicho, achamos que já estávamos craques e apostamos uma corrida.
Eu estava à esquerda do Daniel. À direita de nós, ficava a rua da casa do cavalo.
Quando fomos passando reto pela rua, meu cavalo resolveu que não queria mais andar, já estava bom para ele, e tentou entrar à direita. Mas à direita estava o Daniel e seu cavalo.
O Daniel gritava para eu puxar o cavalo e eu puxava, mas ele não estava nem aí para mim.
Na nossa frente tinha um caminhão parado na calçada.
Os cavalos corriam em direção ao caminhão, não virávamos para o outro lado pois meu cavalo não ia.
O Daniel, já desesperado, chutava meu cavalo. E nada.
Os moradores de Pirenópolis que estavam sentados tomando pinga nos bares da rua, gritavam eufóricos com a bagunça: uuhuuuuuuu, irraaaaa, seguuuuuura!
Bem, acabamos parando a um palmo do caminhão.
Desesperados, resolvemos parar nosso passeio naquele momento.

Eu, um cavalo e um tombo espetacular

Bem, sempre fui apaixonada por animais. Digo animais de verdade, inseto não é animal, rs.
Pelos cavalos eu sempre tive uma paixão especial. Nunca fui muito intima deles, sempre faltou oportunidade para conviver mais com esses animais, mas sempre que podia eu aproveitava.
Sempre fui corajosa ou, no mínimo, metida.

Quando era criança, andava à cavalo como todas as outras crianças, montava e um cara ia puxando. Achava super divertido.
Um dia, eu devia ter uns 9 anos, fui até a casa de uns amigos da minha tia Vânia. Eles moravam em uma fazenda. A filha do casal, não me lembro o nome, nasceu montando e tinha a minha idade. Fui andar à cavalo com ela. Minha primeira experiência sozinha em um cavalo, sem ninguém puxando.
Quando meus pais olharam eu já estava apostando corrida com a menina.

E foi assim que tudo começou...

Depois deste dia, acho que só montei umas 8 vezes a mais em toda a vida, 3 delas foram... digamos... perigosas.

A segunda vez que montei, eu devia ter uns 12 anos, meu avô havia morrido a pouco tempo.
Fomos a UFF no RJ. Eu, minha irmã, meu pai, minha mãe, minha avó, a tia Vânia e meu primo Fernando.

Enchi o saco da família toda pois eu queria andar à cavalo. Lá na Faculdade Federal Fluminense existiam alguns “pangarés” para alugar além de uns cavalos lindos que eram de pessoas que competiam e deixavam os cavalos ali.

Estávamos andando e eu vi um senhor com um cavalo. O cavalo era adestrado, parecia de circo. Ele dava os comandos e o cavalo obedecia, dava ré, levantava a pata, sentava...
Ficamos todos olhando e eu babando.
Acho que babei tanto que estava na minha cara que amei aquele cavalo.
O senhor veio até mim e perguntou se eu queria dar uma volta no cavalo dele.
Caraca, eu fiquei eufórica.
Acontece que o cavalo estava sem cela, freio, rédea ou seja lá mais o que for. Só tinha uma corda passando na boca. Além disso ele estava preso a muito tempo.
E daí? Subi no cavalo e fui andar.
Tinha um lugar cercado onde aconteciam as competições de salto(sacaram que não entendo nada de cavalos, rs).
Comecei a correr e o cavalo não me obedecia, fomos chegando perto do fim do caminho onde tinha uma cerca de madeira. Comecei a puxar o cavalo para a esquerda e ele só faltou rir da minha cara, não atendia meu comando nem por um decreto.
Conclusão, quando chegamos na cerca o cavalo que queria correr, começou a pular, empinar e tentar me jogar pra fora dele.
Viva para o cavalo.
Ele, finalmente, conseguiu me derrubar. Cai por cima da cerca e ralei meu braço todo.
Minha mãe falou que parecia cena de rodeio, rs.
Vieram correndo na minha direção. Foi quando eu levantei e fui correndo pegar o cavalo. Aí viram que eu estava bem.
Nunca que eu ia cair e ficar no chão sofrendo, meu pai estava lá.

O cara selou o cavalo e colocou as coisas todas que precisava e eu montei de novo, agora com um pouco mais de domínio e com o bicho mais calmo e, desta vez, tudo correu bem.
Bem, esse foi meu primeiro acidente.
Depois conto os outros.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Eu, dois homens e uma invasão

Eu fazia faculdade de Educação física na UnB e morava numa kit, com varanda, no segundo andar de um prédio comercial. Era um calor infernal. Deixava sempre a porta que ia do quarto para a varanda aberta pra entrar um arzinho.
Estava voltando de uma aula prática de futebol, toda suada, e já entrei em casa tirando a roupa para tomar um banho.
Percebi algo estranho.
A casa estava escura o que nunca acontecia pois como já disse, tinha uma porta grande do quarto para a varanda que estava sempre aberta. Era segundo andar, o que tornava isso um hábito seguro. Pelo menos era o que eu pensava.
Quando percebi a escuridão, olhei para a porta tentando me lembrar por que motivo eu poderia ter deixado a porta fechada. Foi quando vi pelo basculante que ficava na parte de cima desta porta uma barriga.
Tomei um baita susto.
Como eu costumo fazer as coisas antes e pensar depois. Então, ao perceber pessoas estranhas na minha varanda, ao invés de sair correndo e chamar a policia, me vesti e fui até lá. E cheguei dando bronca.
Haviam dois homens e um escada.
Perguntei quem eles eram, como entraram e o que estavam fazendo na minha casa.
Eles me disseram que eram pedreiros e que a fachada do prédio estava sendo reformada. Precisaram entrar na minha varanda para mexer no teto e como eu não estava em casa, o sindico foi até o meu vizinho e disse para ele deixar os caras entrarem na minha varanda pela varanda dele.
Caraca, eu fiquei muito p...
Quem, diabos, o sindico achava que era para deixar alguém entrar na minha casa sem minha autorização?
E o vizinho, era doido também?
Os pedreiro me disseram que haviam fechado a porta do meu quarto e que ficaram só na varanda. Quer dizer, estavam se achando legais. Até fecharam a porta do meu quarto para mim.
Agora, quem disse que eles não entraram na minha casa e mexeram em tudo antes de fechar a porta?
Quem disse que não roubaram nada?
E quem disse que eu estaria segura entrando em casa e ficando sozinha com dois desconhecidos?
Eu entrei na minha casa, tranquei a porta, tirei a roupa e dei de cara com dois homens estranhos. Qualquer coisa podia ter acontecido pois duvido que o filho da p... do sindico sabia sobre a índole daqueles caras.
Bem, depois de chamar o sindico de tudo quanto é nome, mandei os dois caras saírem pelo mesmo lugar que entraram, ou seja, pela varanda do vizinho. Pela minha casa é que eles não iam passar.
Depois dei uma bronca do vizinho, disse que ele só podia estar surtado de deixar uma coisa dessas.
E fui a policia dar queixa.
Dois meses depois sai do apartamento e fui para outro lugar rezando para encontar pessoas mais normais.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Eu, uma colega e um mal entendido


Caraca, digo que tem coisas que só acontecem comigo...


No post: Eu, uma garrafa e o hospital
Eu começo dizendo que é uma rapidinha.

Uma história rapidinha, pois as minhas demoram um pouco, são cheias de detalhes.

A doida do meu trablho achou que era uma rapidinha, saca? Que eu tinha dado umazinha(usando termos que eu ouvi) antes do que eu contei. E o pior é que tem uma galera do trabalho achando isso por causa dela, céus, não mereço isso Glaucia, kkkkkkkkk.

E.......le, le.

Explicando:

uma história rapidinha.

E não uma "rapidinha", "umazinha", ou seja lá o que for.

Jámais contaria algo tão intimo.

PUTZ
Ah, essa ai em cima é a Glaucia

Eu(com sono), duas cozinhas e dois acidentes

Bem, quem me conhece sabe que eu adoro cozinhar. Cozinho bem, modéstia a parte, mas gosto de fazer comida por algum motivo, o trivial não me faz muito a cabeça.
Algumas vezes estou sem paciência mesmo, acho que isso é normal.
Tive problemas em dois desses dias sem paciência, rs.
Estava em casa, morava em Portugal, era tarde da noite e meu namorado(da época) me pediu para fazer ovos mexidos pois queria comer algo rapidinho antes de ir dormir.
Eu costumo ir dormir cedo e já estava pra lá de Bagdá de tanto sono. Mas resolvi atender o pedido do menino, sou legal, vai...
Era um fogão que ficava num espaço entre os armários e a pia, bem grudado nas paredes.
Peguei os ovos e deixei em cima da bancada da pia para buscar o resto das coisas que precisava. Quando fui pegar os ovos para colocar na frigideira, um deles caiu da minha mão bem no espacinho micro-mine-ultra-invisível que existia entre o fogão e a bancada. Putz, quebrou e foi escorrendo pela parede até, finalmente, chegar no chão e ir para baixo do fogão.
Fiquei com tanta raiva que nem chamei meu ex namorado para ajudar, acho que se ele aparecesse naquele momento, eu ia matá-lo.
Bem, o lanchinho rápido do rapaz acabou demorando 1h de faxina.
Já no Brasil, também tarde da noite, minha irmã pediu par assar uns nuggets.
Claro, que fui fazer isso para ela. Como disse, durmo cedo mas sou legal pra caramba, rs.
Liguei o forno para ir esquentando enquanto espalhava o alimento “gourmet” na assadeira.
Quando abri o forno para colocar os nuggets lá, vi que tinha uma panela de vidro cheia de óleo. Já estava quente, então deixei o forno aberto e fui buscar um pegador para não queimar minha mão. Tive o cuidado de colocar um descanso de panela em cima da bancada de mármore para não dar um choque térmico e quebrar a o vidro.
Ok, tudo preparado, pegador na mão, descanso na bancada...
Peguei a panela pelo cabo e fui levar até a bancada. Tudo ia dando certo a não ser meu sono que era grande. Errei a altura da bancada e dei uma pancada com o fundo da panela, quente, na quina da bancada, fria.
A p... da mer... do ca... da panela cheia de óleo explodiu e um litro de óleo foi derramado no chão. Parecia acidente ecológico, aquele óleo todo escorrendo, se espalhando pelo chão da cozinha e eu olhando e pensando: - Me mato agora e deixo a espécie Raquel Borda extinta do mundo ou permaneço fazendo besteira para o resto da vida?
Bem, como estou contando a história para vocês, a espécie Raquel Borda ainda existe. Isso depois de passar umas 2h lavando a cozinha com mangueira e sabão em pó, que era a única coisa que poderia destruir toda aquela gorduuuuuura(direitos licenciados por Ruth Lemos).
Ps – este namorado citado ai em cima é o mesmo da história dos morangos... esse namoro não podia ter futuro mesmo, rs

Ps 2 – hoje é sexta-feira 13. Acho que não deveria ter saído da cama...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Eu, um premio e uma quase ex amiga


Essa foi vergonhosa, mas vou contar.
Aqui em Brasília existia um programa na TV chamado Bingão(tipo um Caminhão do Faustão da vida), apresentado pelo ator Marcos Frota. Era um sorteio de carros. Se me lembro bem, você comprava uma cartela(tipo uma tele sena) e o premio para o ganhador era um carro 0km.
Ok, minha amiga Patrícia ganhou um desses. Ganhou um Peugeot 106, seu primeiro carro. Acho que ela tinha uns 18 anos na época.
Meu pai é militar e o dela também. Estávamos todos reunidos num churrasco que acontecia no Clube da Aeronáutica de Brasília. E a Paty feliz e contente com seu carrinho estacionado em frente à churrasqueira mostrando ele pra todo mundo.
Eu nunca havia dirigido um Peugeot e pedi para dar uma volta dentro do clube mesmo.
Sentei ao volante, ela do meu lado e minha irmã atrás. Demos uma volta no clube e voltamos para o churrasco.
Fui estacionar. Era um estacionamento de brita com umas partes de terra e grama, tudo disforme. Não tinha vagas delimitadas, só um espaço onde o pessoal parava o carro.
Resolvi dar a volta no finzinho do estacionamento para colocar o carro de frente pra saída e facilitar a vida da Paty.
Fui andando bem devagarzinho pois o carro estava tinindo de novo e o chão era meio esburacado. Foi quando senti um movimento estranho no carro, como se ele tivesse descido a frente e ai ele parou. Acelerei novamente e ele não andava. Estranho que não forçava nada, por mais que eu pisasse no acelerador o carro nem fazia aquela forcinha para frente como se quisesse andar mas estivesse preso.
Foi ai que percebemos o que aconteceu...
Tinha um montinho de terra pequeno, quase imperceptível, só que depois dele havia um buraco, não era um buracão, era um desnível. Acontece que, não sei como, eu passei com o meio do fundo do carro sobre esse montinho e quando desci no desnível, a frente do carro desceu mas o fundo do carro ficou equilibrado no montinho.
Acho que vou ter que desenhar isso para vocês entenderem, rs, foi absurdo de mais para alguém entender. O carro ficou com três rodas no ar, só o fundo do carro e uma roda traseira ficou no chão, digo, no montinho.
A Patrícia quase teve um treco em ver aquilo. Eu estava para morrer de vergonha e minha irmã só me olhava com ar de reprovação. Olhar esse que se multiplicou muito quando fomos até a churrasqueira para pedir socorro. Churrasqueira onde estavam meu pai, minha mãe, os meus amigos e os amigos dos meus pais, além dos pais da Paty.
Meu pai me olhava com uma cara de ódio que eu estava quase para morrer.
Bem, eu e mais um monte de gente, sentamos em um dos cantos traseiros do carro para fazer peso e encostar a outra roda no chão. Os homens empurraram o carro e ele foi para trás arrastando o fundo inteiro e novo no chão.
No fim, fora o fundo do carro novinho da Paty todo arranhado(mas era em baixo, ninguém ia ver, rs), minha família me olhando com olhar de desprezo, todas as pessoas do churrasco me sacaneando e eu a beira da morte de tanta vergonha, tudo terminou bem. Os pais dela ainda permitiram a nossa amizade.
E ela...
Ela acabou me perdoando.
Amiga é pra essas coisas.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Eu, um Banco e um canivete. “Armada e (nada) Perigosa”


Fui a um Banco com a Janine e a Fabrícia, que não vou citar o nome(não para proteger, mas para evitar situações de perigo), e quando fui entrar pela porta giratória lembrei que eu tinha um canivete na bolsa.

Só uma explicação: eu vendo ostras frescas para restaurantes e particulares, então muitas vezes preciso abrir a ostra para o cliente ver que é fresca e de boa qualidade, o canivete é o meio mais pratico de ter algo para abrir que seja compacto e possa carregar na bolsa sem o perigo de me machucar.

Pois é, pensei rápido comigo que se eu tirasse o canivete e colocasse naquela caixinha de acrílico onde depositamos tudo de metal que tivermos, ia ser um tumulto. Ia ter que deixá-lo com o guardinha, e dizer o motivo do canivete e coisa e tal.
Tirei o celular e tentei passar com o canivete.
Pois não é que eu entrei?
Assim que entrei, cai na real sobre o que eu estava fazendo.
Pensei na insegurança de todos dentro do Banco que acham que está tudo bem.
Mas e se entrarem 3 caras com canivetes, rendem uns clientes e dizem pro segurança passar a arma? Ferrou tudo.
Fui até o segurança do Banco, abri minha bolsa e disse:
- Olha com o que eu entrei aqui.
Mostrei meu canivete e ele me disse que era assim mesmo, que aquela porta não pegava canivete não, só faca grande. E olha que não é um canivetinho não, é um canivete de respeito. A foto está ai em cima para terem noção do tamanho dele.

Detalhe que ganhei o canivete como brinde do Banco concorrente, rs. Mais um motivo pra ele não entrar, kkkkk.

Pois é. Quando o guarda me falou aquilo eu fiquei muito irritada. Subi direto no gerente geral, tirei o canivete da bolsa e contei a historia toda de novo. Olha que coisa mais “segura”, além de entrar no Banco armada, fui até o gerente sem ser barrada.
Ele, sensato, achou aquilo um absurdo. Deu uma bronca no segurança, e foi testar a porta comigo. O meu celular a porta barrava, o canivete não.
Fiquei rodando naquela porta com o canivete na mão e nada.
O gerente me pediu mil desculpas, me pediu o canivete emprestado para provar a seguradora que a porta era falha e ligou na minha frente reclamando e pedindo para irem resolver o problema.
Bem, essas coisas só acontecem comigo mesmo, quem ia tentar entrar num banco com um canivete, sem querer roubar nada, e depois mostrar ele pra todo mundo?
Mas espero que tudo tenha, realmente, se resolvido.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Eu, um namorado e um morango

Eu estava namorando o Daniel a mais ou menos um mês e resolvi fazer um jantarzinho para ele.
Adoro cozinhar, isso é um dos maiores prazeres da minha vida.
Fiz para o jantar medalhões de filé com molho de alcaparras e conhac e arroz à piamontese. Também fiz uma torta de morango que ficou na geladeira e seria servida de sobremesa.
Estávamos jantando felizes e contentes quando resolvi servir a torta.
Era uma torta com a massa se biscoito recheada de creme de baunilha e com uma camada de morango e gelatina por cima. Pra fazer essa torta precisa de uma forma que solta o fundo e como eu morava com meus pais e naquela casa sempre tem festa, a forma que eu tinha disponível era enorme. Tudo bem, fiz uma torta enorme, o que sobrasse a família comeria no dia seguinte.
Abri a geladeira e peguei uma garrafa de vinho com uma mão e fui pegar a torta(enorme, rs) com a outra.
Claro que não tive força para agüentar a torta numa mão só, ela virou e caiu inteira no chão.
Além de não ter sobremesa no meu primeiro jantar, eu ainda tive que acabar com o clima romântico do momento para limpar o chão inteiro.
Ele me ajudou e resolvemos voltar para a sala.
Foi quando, sem graça, ele me disse que odiava morangos.
Agora não sei se tive sorte ou azar com o desastre, rs.

Eu, um percurso e uma carona.

Quando saí da casa dos meus pais, fiquei 3 anos sem carro. O que foi o inferno na minha vida. Uma que odeio andar de ônibus e outra que não tem ônibus em Brasília, a não ser nas ruas principais, o resto é a pé mesmo ou se esperar umas 5 horas por um dos, no máximo, 3 ônibus que passarão no local.
Ok, estava indo visitar meus pais e eu morava com uma pessoa nada prestativa que me deixou ir sozinha. Andei até o ponto de ônibus, esperei uns 40min até chegar um que ia para onde eu queria e saltei no ponto mais próximo da casa do papai e da mamãe.
Ainda faltava uns 4 ou 5 km, pelas minhas contas. E, ali só tem ônibus a cada 2h mais ou menos. Decidi ir a pé.
Acontece que tem uma ladeira gigante neste caminho, mais da metade do percurso é ladeira. Um descidão e um subidão.
Tá, comecei a descer, foi quando passou um cara de bicicleta.
O que ninguém na minha família acreditou foi que eu peguei carona na bicicleta do cara.
Vai, economizei uns 20min de caminhada descendo na garupa do cara.
Foi rapidão, vai?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Eu, uma festa e uns acidentes


Ai, ai.
Então, como já disse, estava de atestado médico.
No sábado retrasado, fui a festa de aniversário de 8 anos da filha da Tati, uma grande amiga minha. Muito legal, o tema foi Lendas Brasileiras.
Essa amiga alugou uma cama elástica e um escorrega inflável para as crianças brincarem.
Quando estava chegando o fim da festa, eu, a Tati, a Fabrícia e a Carmem, resolvemos tirar as crianças dos brinquedos para brincarmos um pouquinho.
Fomos ao escorrega.
Resolvi descer rolando.
Claro que não deu certo.
Quando cheguei no final, tentei frear na parede(também inflável) do escorrega e meu dedo dobrou pra trás e fiquei uns 5 min parada sem levantar de tanta dor. Depois disso, resolvi ir na cama elástica, minha mão doía muito, mas meu pé ainda estava bem.
Cheguei lá e as crianças me disseram pra ir primeiro. Neste momento eu já tinha brincado com todas as crianças da festa e elas me adoravam, eu era a tia mais divertida, kkkkk. Furei fila com permissão de todos e fui pular sozinha pra não machucar ninguém. Uma das crianças ficou pentelhando para ir comigo e eu deixei(como sou burra). Quando eu estava bem alto, a menina caiu em baixo de mim e fiquei tentando cair de uma maneira que não pisasse nela. Caí de mau jeito e dobrei para trás o dedo do pé.
Pronto. Tudo estava completo. Fui pro hospital e fiquei com um gesso que ia até o cotovelo e com o pé todo enfaixado.
Uma semana sem dirigir, cheia de dor e raiva de mim mesma.
Fiquei com tanta faixa pelo corpo que quando saia de casa, as pessoas me perguntavam se eu tinha caído de moto, rs. Ah, além disso ainda estava com o curativo do corte canivete no dedão.
Putz.
A foto aí de cima sou eu, bem concentrada, tentando assinar um cheque. Não tenho foto do pé, rs.

Eu, uma semana vazia e uma desculpa

Gente, desculpem a semana sem escrever nada.
Já recebi reclamações, estou voltando a ativa.
Passei uma semana de atestado médico e por isso não postei.
Já conto pra vocês o que houve comigo.
Até daqui a pouco...