Bem, sempre fui apaixonada por animais. Digo animais de verdade, inseto não é animal, rs.
Pelos cavalos eu sempre tive uma paixão especial. Nunca fui muito intima deles, sempre faltou oportunidade para conviver mais com esses animais, mas sempre que podia eu aproveitava.
Sempre fui corajosa ou, no mínimo, metida.
Quando era criança, andava à cavalo como todas as outras crianças, montava e um cara ia puxando. Achava super divertido.
Um dia, eu devia ter uns 9 anos, fui até a casa de uns amigos da minha tia Vânia. Eles moravam em uma fazenda. A filha do casal, não me lembro o nome, nasceu montando e tinha a minha idade. Fui andar à cavalo com ela. Minha primeira experiência sozinha em um cavalo, sem ninguém puxando.
Quando meus pais olharam eu já estava apostando corrida com a menina.
E foi assim que tudo começou...
Depois deste dia, acho que só montei umas 8 vezes a mais em toda a vida, 3 delas foram... digamos... perigosas.
A segunda vez que montei, eu devia ter uns 12 anos, meu avô havia morrido a pouco tempo.
Fomos a UFF no RJ. Eu, minha irmã, meu pai, minha mãe, minha avó, a tia Vânia e meu primo Fernando.
Enchi o saco da família toda pois eu queria andar à cavalo. Lá na Faculdade Federal Fluminense existiam alguns “pangarés” para alugar além de uns cavalos lindos que eram de pessoas que competiam e deixavam os cavalos ali.
Estávamos andando e eu vi um senhor com um cavalo. O cavalo era adestrado, parecia de circo. Ele dava os comandos e o cavalo obedecia, dava ré, levantava a pata, sentava...
Ficamos todos olhando e eu babando.
Acho que babei tanto que estava na minha cara que amei aquele cavalo.
O senhor veio até mim e perguntou se eu queria dar uma volta no cavalo dele.
Caraca, eu fiquei eufórica.
Acontece que o cavalo estava sem cela, freio, rédea ou seja lá mais o que for. Só tinha uma corda passando na boca. Além disso ele estava preso a muito tempo.
E daí? Subi no cavalo e fui andar.
Tinha um lugar cercado onde aconteciam as competições de salto(sacaram que não entendo nada de cavalos, rs).
Comecei a correr e o cavalo não me obedecia, fomos chegando perto do fim do caminho onde tinha uma cerca de madeira. Comecei a puxar o cavalo para a esquerda e ele só faltou rir da minha cara, não atendia meu comando nem por um decreto.
Conclusão, quando chegamos na cerca o cavalo que queria correr, começou a pular, empinar e tentar me jogar pra fora dele.
Viva para o cavalo.
Ele, finalmente, conseguiu me derrubar. Cai por cima da cerca e ralei meu braço todo.
Minha mãe falou que parecia cena de rodeio, rs.
Vieram correndo na minha direção. Foi quando eu levantei e fui correndo pegar o cavalo. Aí viram que eu estava bem.
Nunca que eu ia cair e ficar no chão sofrendo, meu pai estava lá.
O cara selou o cavalo e colocou as coisas todas que precisava e eu montei de novo, agora com um pouco mais de domínio e com o bicho mais calmo e, desta vez, tudo correu bem.
Bem, esse foi meu primeiro acidente.
Depois conto os outros.
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