quinta-feira, 31 de maio de 2007

Eu, uma tempestade e um namorado bem baixinho

Eu tinha uns 15 anos e namorei uma carinha que era bem mais baixo que eu.
Tenho 1,74m, não sou tão alta assim, mas tenho essa altura desde bem nova. E este meu namorado, que é pequeno até hoje, ainda não tinha crescido muito, rs.
Eu, e a Tati fomos ao cinema no shopping lá da Ilha do Governador – RJ, onde morávamos.
Fomos nós duas e os namorados.
O shopping ficava a uns 3 km lá de casa, se meus cálculos não estiverem errados.
Quando saímos do cinema estava caindo um temporal. Resolvemos ir andando mesmo assim. O meu namorado, super educado, tirou o casaco e me deu.
Ficou micro, mas...
Começamos a andar e a chuva foi apertando e a água subindo. Em determinado momento a água já estava à cima do meu joelho.
Era tudo uma festa, um bando de moleques juntos, não estávamos nem aí. Só que comecei a ficar preocupada com esse meu namorado, que era até fortinho, mas era baixinho mesmo.
Fiquei com medo dele ser arrastado pela água e resolvi solucionar o problema.

Não me sacaneiem.

Bem, coloquei ele nas costas e fomos para casa felizes e contentes.
Tá foi ridículo, eu sei.

Não vou dizer o nome dele aqui, mas o pessoal da Ilha vai saber direitinho quem era.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Eu, um esporte e mais dois acidentes

Sempre gostei de esportes, antes de fazer faculdade de webdesign eu comecei uma de educação física mas acabei largando por problemas de transferência.
Hoje estou meio parada e, como todo mundo, culpo a falta de tempo.
Mas já fiz de tudo, caratê, capoeira, vôlei, natação, jazz, futebol... uma lista enorme.
Bem, eu tive dois acidentes graças as lutas que treinei.

Eu namorava o Igor, um cara de 1m 90cm mais ou menos. Ele fazia capoeira e eu caratê. Estávamos em baixo do meu prédio quando começamos uma discussão sobre qual luta era melhor. Ele defendia a dele e eu a minha.
Depois de muitos argumentos e nenhuma conclusão, ele sugeriu que colocássemos os conhecimentos em prática. Iríamos fazer uma pequena competiçãozinha, ele lutando capoeira, e eu caratê.
Ok.
Me preparei e ele ficou gingando na minha frente. Direita, esquerda, direita, esquerda, e eu parada na frente dele só olhando, quando ele distraiu e passou na minha frente, dei meu primeiro soco.

Tá, exagerei, acertei o nariz dele que começou a sangrar, não era pra machucar, mas nunca tive muito controle da minha força e nem dos meus movimentos, rs.
Ele parou, segurou o sangue com a mão e ficou me olhando assustado e dizendo que eu tinha batido nele.
Cara, ele que inventou a brincadeira, era bem maior que eu, homem, forte...
Não sabe brincar, não desce pro play, rs

Mesmo depois deste acidente, ele me convenceu a fazer capoeira. Fui com ele e vi que só tinha homem na aula. Fiz algumas aulas mas fiquei meio tímida com a situação.
Foi então que convenci umas 6 meninas lá da vila militar de onde morávamos a fazer capoeira com a gente.
O professor começou a ensinar, depois de muita ginga, o primeiro golpe.
Ele se chama meia-lua. É um chute rodado pra trás com uma das mãos no chão(para os iniciantes essa mão, rs).
Ele deu o passo a passo e quando fizemos cada parte do golpe várias vezes ele disse que era para ficarmos gingando e quando ele dissesse “já”, nós faríamos o golpe inteiro em movimento.
Ficamos gingando, aquela fila de meninas, e ele disse já...
A Fernanda, que estava do meu lado, se perdeu e eu me empolguei. Fiz o golpe certinho, no ritmo e com força.
Lindo meu golpe, seria aplaudido se não fosse por um detalhe: a certei meu chute(com o calcanhar) na cabeça da Fernanda.

Ela caiu desmaiada no chão.
Isso mesmo, desmaiada, não é exagero.

Foi um desastre. Gente correndo pra todo lado.

Resolvi parar de praticar qualquer luta, isso não era pra mim...

Realmente não sei controlar minha força nem meus movimentos...

Droga...

terça-feira, 22 de maio de 2007

Eu, um hamster e um aviso

Bem eu estava na Feira dos Importados aqui em Brasília e passei por uma lojinha que vendia animais. Tinha peixes e hamsters pelo que me lembro.
Fiquei olhando varias gaiolas e achando um mais lindo que o outro.
Vi um que achei lindo, ele era grande e bem peludo.
Fiquei olhando fixo pra ele e não agüentei, fui com o dedo pra dentro da gaiola para fazer carinho no bichinho.
NHAC
Tomei uma dentada no dedo tão forte que senti o dente dele bater no meu osso.
Ficou pingando sangue.
Fui ao banheiro lavar o dedo e quando voltei, resolvi olhar para a cara daquele pestinha de novo...
Bem na gaiola, na frente, grudada nela, bem grandão, estava escrito:
Não toque, Rato de Briga Chinês!

Ok, sou uma anta, estava até difícil de ver o bicho de tão grande que era o aviso.
Mas eu não vi, rs.

Outra coisa. Que diabos é Rato de Briga Chinês?

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Eu, Saquarema e um carro


Bem, o Marco, amigo meu da época que morei em Santa Maria – RS, esteve aqui em BSB neste fim de semana e me lembrou desse pequeno problema que passamos à alguns anos atrás:

Eu morava em Santa Maria no RS. Meu pai havia sido transferido para Brasília mas fomos passar férias com a família no RJ. O Marco e a Daniele, dois amigos da época foram com a gente.
Eu havia acabado de tirar carteira de motorista.
Ficamos na casa do meu tio Marco, irmão do papai. A casa fica em Saquarema na praia do Boqueirão. Não satisfeita, resolvi que íamos para outra praia, Itaúna, uma praia que fica uns 10km da casa do meu tio.

Eu tinha vários motivos para querer isso, um era ficar numa praia longe dos meus pais, vai, eu tinha 18 anos, quem com 18 anos quer pai e mãe perto?
Segundo motivo é que Itaúna é bem mais bonita que o Boqueirão e tem gente mais bonita também.
Terceiro motivo... tá, confesso, queria mesmo era passear de carro com a “galera”.

Meus pais não quiseram deixar eu ir de carro, eles haviam acabado de comprar um Escort zerinho, mas eu passei uma meia hora brigando com eles por causa disso até que eles cederam.
Fomos: eu, minha irmã, Marco, Daniele e o Renato(meu primo).

Ficamos até de tardezinha e resolvemos ir embora.
Cadê a chave do carro?
Sumiu...
Procura daqui, procura de lá, era vendedor de bebida, de pastel, de picolé, todos ajudando a procurar a chave. Apareceram uns 3 ancinhos para procurarmos na areia e nada de chave.
Eu entrei em desespero.
Fomos até um orelhão e ligamos pro papai.
Daí foi um inferno.
Era meu pai dando bronca de um lado e a mamãe berrando do outro.
Um dizia que eu ia dormir na praia para ficar vigiando o carro, o outro dizia que eu ia ao RJ, de ônibus, buscar a chave reserva...

Na época a Ford havia acabado de lançar aquelas chaves com segredo, aquelas que são fininhas e que todos os carros da Ford usam hoje em dia. Nenhum chaveiro fazia esta chave, só podíamos pedir outra na concessionária, coisa que não existia em Saquarema.

Bem, o carro tinha seguro, então meu pai pediu para o guincho ir busca-lo enquanto esperávamos a chave reserva vir do RJ. O medo era que alguém encontrasse a chave e levasse o carro embora enquanto não estávamos lá.

Chegou o guincho.
O carro estava com o freio de mão puxado e tiveram que rebocar o carro de costas. Eu estava desesperada e não parava de falar para o cara ter cuidado ao amarrar o carro pois o carro era novo e eu já havia levado bronca e se algo mais acontecesse com ele eu ia ser massacrada em casa. Os meninos só me cutucavam e diziam que o cara estava acostumado a fazer aquilo, que ele sabia o que estava fazendo...

Bem chegamos em casa, meus pais nem olharam pra minha cara de tanta raiva e fomos dormir.
No dia seguinte resolvemos ir a Búzios. Nos arrumamos, meus pais prepararam tudo para irmos...
Quando meu pai abriu a mala do carro para colocar as coisas...
O fundo da mala do carro estava quase encostando na tampa... o cara havia amassado o fundo do carro todo.
Nem quero mais falar sobre isso. Ainda estou viva...

Bem essa foto ai em cima é de Saquarema, em cima o Boqueirão, em baixo Itaúna.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Eu, uma data especial e um super jantar




Então, nem sempre coisas dão errado comigo, rs.
Mês passado eu comemorei uma data especial e fiz um jantarzinho.
Quem me conhece bem sabe que eu cozinho, mas quem me conhece mais ou menos não acredita, pois dizem quem não tenho a menor cara de quem cozinhe bem. Pois vai a prova.
Essa foto foi do prato principal, mas fiz entradas e sobremesa.
Segue esta receita ai de cima. Eu que criei.

Ingredientes:
Cordeiro (corte french rack)
Pimenta do reino
Sal
Mel
Vinagre balsâmico
Limão
Shoyu
Molho inglês
Azeite extra virgem
Arroz
Açafrão
Manteiga
Cogumelo paris
Cebola (daquelas pra fazer conserva)
Caldo de legumes
Nirá
Alho
Vinho branco

Bem, fiz um risoto com o arroz, um pouquinho de alho, vinho, caldo de legumes e açafrão. Finalizei com uma colher de manteiga.

O cordeiro foi temperado com sal e pimenta do reino. Grelhado, ao ponto, com um pingo de azeite numa frigideira ante aderente. Reservei a carne e fiz o molho, nesta mesma frigideira, com o mel, shoyu, molho inglês, vinagre balsâmico e limão.

Tirei o molho da frigideira e dei uma leve grelhada nas cebolas, abafei uns minutos e caramelizei.

Grelhei os cogumelos e temperei com shoyu.

Montei colocando o risoto, os cordeiros apoiados no meio, cogumelos e cebola caramelizada dos lados. Reguei o cordeiro com o molho e salpiquei nirá em tudo, finalizei com um ramo de nirá no centro.


Um bom vinhozinho pra acompanhar... huuummmm.

Não sei quantidades, só cozinho assim meio no olho mesmo. Mas é isso, tentem fazer e me contem se deu certo. Ficou um delicia.
Ah, minha mãe vende cordeiro. Vários cortes, quem quiser...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Eu,dois aniversários e duas M...


Bem, este fim de semana tive duas festas importantes para ir.
Uma foi na sexta feira, aniversário do Paul, um grande amigo meu.
Fui uma das primeiras a chegar. O apartamento era novo, eles haviam acabado de se mudar e a mão do Paul comprou vários moveis novos. Dentre eles uma mesa com cadeiras estofadas. Sentei e o garçom serviu uma taça de vinho.
Pronto, foi o suficiente para acontecer a primeira m... do meu fim de semana. Fui cruzar as pernas e dei um chute na mesa, o vinho derramou, escorreu pela toalha e caiu no estofado-branco-novo da cadeira e no chão todo.
Putz, era garçom limpando chão, aniversariante secando mesa e eu, desesperada, esfregando o estofado da cadeira com pano úmido. O raio do vinho não saiu e a cadeira ficou manchada. Claro que eu fiquei com cara de tacho. A mãe do Paul disse que a cadeira havia sido impermeabilizada e que disseram que era para tirar qualquer coisa com pano úmido somente, se não sair é responsabilidade da empresa que fez a impermeabilização. Isso me deixou um pouquinho mais tranqüila.

Bem, depois disso, no sábado, foi a festa de comemoração dos 50 anos da minha mãe.
Foi uma festa anos 70.
Todos felizes e contentes. Eu estava com uma taça de vinho numa mão e a maquina fotográfica que o pai do Cadu havia emprestado na outra mão.
Fui andando feliz e contente para o meio do salão para dançar com o pessoal.
Tropecei na calçada e caí, caí bonito, só lembrei do estrago que havia feito com o vinho no dia anterior e segurei firme. Caí esparramada no chão, caí deitada, sabe... assim, de barriga.
Mas a maquina fotográfica ficou intacta e o vinho não derramou uma gota sequer.
Uhuuu

Ah, meu cabelo foi eleito o melhor cabelo anos 70 da festa. Tuuubos de laquê, rs.
Olhem a foto. Alexandra, Cadu, Fabrícia e eu.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Eu, uns fios brancos e 56123525600 fios laranjas


Bem, eu vou contar a verdade: Tenho cabelos brancos!
Ufa, pronto, falei.
Bem, depois disso posso relatar uma coisinha que me aconteceu.

Eu costumo pintar meus cabelos. Compre xampu loiro médio. Assim só muda a cor dos cabelos brancos e o meu cabelo continua igual.
Um dia, havia feito escova de chocolate no cabelo, e resolvi dar um “up” no visual. Aproveitei e fui comprar a tinta para pintar os fios brancos que me perseguem desde tão novinha, rs.
Não achei o loiro médio e como todo mundo que me conhece sabe, não sei esperar nada. Quando decido algo, tem que ser na hora.
Então procurei uma cor parecida. Achei loiro mel. Olhei a foto e achei que era a cor do meu cabelo mesmo. Comprei.

Cheguei em casa super empolgada e fui pintar meu cabelo.
Ta, deixei o tempo recomendado na caixinha e fui para o banho tirar a tinta.
Caraca, quando me olhei no espelho, meu cabelo estava laranja. Mas era laranja mesmo, daquele que se alguém quiser pintar não vai conseguir.
Surtei. Fiquei morrendo de vergonha de sair de casa mas já havia marcado de ir jogar sinuca com minha irmã, Fabrícia e Cadu.
Quando cheguei ao encontro, o Cadu me viu e teve uma crise de riso. E aconteceu o seguinte dialogo entre eu e minha irmã Alexandra:
Xanda: - Que foi isso? (disse com cara de susto)
Eu: - Ah, deu errado a tinta que comprei. Nem queria ter saído de casa. (eu com cara de triste)
Xanda: - Por que saiu?

Estava muito feio mesmo.
Não podia pintar em seguida se não meu cabelo ia cair de tanta química. Ele é muito fino e não agüenta nada. Então passei uma semana lavando o cabelo umas duas vezes por dia para ver se a tinta saia.

Essa foto ai em cima eu já devia ter lavado a cabeça umas 15 vezes, rs.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Eu, Janis Joplin e uma brasa


Eu tinha uns 16 anos e havia começado minha vida noturna a pouco tempo.
Para eu sair era um inferno. Meus pais eram cheios de regras e proibições.
Eu morava na Ilha do Governador e resolvi ir com um grupo de amigos ao Circo Voador pois teria um tributo à Janis Joplin. Não sei o que deu na cabeça dos meus pais, mas ele deixaram.
Pelo que me lembro fomos de ônibus, eu, Tati, Kk, Junior, Daniel, Fabiane e mais um pessoal que não me lembro.
Como disse, não sai muito e era meio tonta... bem, isso sou até hoje.
Eu estava com um cigarro na mão e não tinha fogo. Comecei a olhar para os lados para ver se alguém estava fumando.
Bem pertinho de mim, vi uma brasinha acesa. Cutuquei o cara e pedi o cigarro dele para acender o meu.
Ele me olhou, riu e me disse: - Se você conseguir...
Quando peguei o cigarro dele para tentar acender o meu, não era cigarro, era maconha...
Caraca, eu senti uma mistura de desespero com vergonha mas fiquei que nem uma pateta tentando acender meu cigarro no baseado dele um tempão e sai roxa de vergonha.
A Tatiana que estava do meu lado, só ria da minha cara.
Ela ri até hoje quando lembra da cena. E olha que ela nunca lembra de nada.
Beijo Tati.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Eu, Trufa e um acidente


Pois é, uma história trágica...


Eu amo bichos, como todos já sabem.
Tenho uma cachorrinha da raça Dachshund chamada Trufa.
Ela é linda, arlequim, uma cor rara para essa raça.
Bem, no primeiro cio ela teve gravidez psicológica e acabou tendo uma inflamação por causa do leite que empedrou e ficou entupido. Levei na veterinária e ela teve que passar por varias drenagens pois o peitinho dela estava arrastando no chão de tão inchado que estava.

** informação não aconselhável às crianças, pessoas com hipertensão, pessoas com qualquer tipo de agonia e frescura.**
A drenagem acontece assim:
A cachorrinha fica na mesa do consultório com alguém segurando. A veterinária pega uma agulha, enfia no bico do peito da bichinha para desentupir e depois espreme tudo que tiver dentro.
Imaginem ficar espremendo um local que está doendo pra caramba e quase intocável por causa da inflamação.
**


Bem, resolvi que eu ia segurar a Trufa neste momento para ela ver que eu estava por perto e tentando acalmá-la. Não ia abandonar meu bebê num momento tão difícil.

Ela é super tranqüila, mansinha, feliz, abana o rabinho até quando está tomando vacina. Mas ela berrava de dor.

Ok, teve que fazer isso novamente quatro dias depois.

Ela é obediente, sempre passeio com ela sem coleira e nunca foge, fica sempre pertinho de mim e obedece meus comandos. Acontece que ela ficou traumatizada com a dor que sentiu na sala da clínica e quando entrei já começou a tremer.
Fiquei com ela na sala de espera pois a veterinária estava atendendo uns gatinhos.
A Trufa estava usando aquele colar que parece um abajur para não ficar lambendo o machucado que se formou de tanto que foi espremida e não estimular a produção de leite.


Estava sem coleira pois tava muito debilitada e fiquei com pena de colocar.
Fiquei sentada com ela no meu colo. Do meu lado tinha uma senhora com uma filhotinho de schnauzer miniatura que eu fiquei brincando.
Distrai-me por um segundo e a Trufa pulou do meu colo e foi correndo para o meio da rua.
Saí correndo atrás dela gritando, mas o desespero dela era tanto que não me atendeu. Vários carros estavam passando e quando vi que não iria pega-la a tempo, comecei a correr pra cima dos carros abanando os braços para que parassem. Os carros não frearam a tempo e um deles atropelou minha cachorra com a roda da frente. Ela voou longe e caiu de costas no chão.
Peguei a trufa no colo e ela estava mole, fazendo xixi e sem se mexer. Entrei gritando na clinica, chorando que nem criança achando que minha cachorrinha tinha morrido. A veterinária saiu da sala que estava e correu para ver a Trufa.


Resumindo, o carro bateu no colar que ela estava e ele ficou parecendo um papel amassado, e isso amorteceu a pancada. Ela ficou em choque e por isso o xixi soltou e ela parou de mexer. Ficamos sentadas na clínica por umas 3 horas para ela ficar em observação. Aos poucos ela foi parando de tremer e voltando a se mover.
Tudo terminou bem. Mas hoje, sempre que ela entra no cio eu tenho que dar remédios para secar o leite. A coitadinha não vai mais passar por um trauma desses.

Ah, olha como ela é linda. Ai ela tinha quatro meses.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Eu, uma gruta e um guia fajuto


Eu fazia faculdade de educação física e alguns amigos da UnB resolvemos ir até uma gruta que existe aqui perto. Ela se chama Gruta dos Ecos.
O Fábio, um colega nosso, disse que conhecia bem o lugar e que não precisaríamos de guia pois ele faria esse papel com segurança.
Bem, éramos umas 6 ou 7 pessoas e fomos bem equipados. Cada um levava uma mochila com comida e água além de lanternas de mão, lanternas de colocar na cabeça, pilhas sobressalentes e celulares (rs).
Tinha uns 18 ou 19 anos de idade e, como já disse varias vezes sou filha de militar, e como tal sempre cumpria o que combinava com meus pais. Saí de casa de manhã cedo, disse para onde iria e combinei a volta às 17h.
Eu estava com uma calça camuflada usada pelos militares da aeronáutica que é bem grossa, usada para o mato mesmo, tênis e uma regata. Por baixo vestia um biquíni, já que nesta gruta existia um lago que mais tarde descobri ser o maior lago subterrâneo da América do Sul.
A entrada da Gruta dos Ecos é bem aberta, mas a descida é bastante íngreme para quem nunca havia feito nada parecido. Existiam uns pedaços de teto caídos no chão que dificultavam a passagem. Eles tinham um formato meio triangular com esses ângulos bem finos formando algo parecido com navalhas.
Na primeira tentativa de passar por cima de um desses pedaços essa pedra rasgou o fundo da minha calça que, como disse, era extremamente grossa (sorte que estava de biquíni por baixo).
Bem, íamos descendo e logo tudo foi ficando muito escuro. Passamos a precisar das lanternas rapidamente.
Ok, todos se divertindo e o Fábio super confiante contando para a gente que a gruta tinha uma entrada e uma saída em local diferente pois a entrada era muito íngreme pra subir sem equipamento de escalada. Descer, até que dava, mas subir não. Então sairíamos por outro lugar.

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** caso não queira saber detalhes sobre a Gruta dos Ecos, pule esta parte**

Gruta dos Ecos, a maior caverna em micaxistos conhecida em todo o planeta

O Município de Cocalzinho de Goiás a aproximadamente 40 km do centro de Pirenópolis abriga a Grutas dos Ecos, local de suma importância no quadro espeleológico mundial já que não se conhece outra caverna de dimensões comparáveis em termos de litologia (micaxistos e quartzitos), o que explica a ausência de espeleotemas.
Suas formações rochosas, seus salões e galerias maravilham e assustam estudiosos e turistas.Infelizmente por uso indevido da comunidade, o local foi interditado pelo IBAMA, até que seja elaborado um plano de manejo.
O primeiro impacto é a entrada: possui descida de 142 metros de profundidade. Com 1.380 metros de desenvolvimento, a gruta abriga o Lago dos Ecos, o maior lago subterrâneo da América do Sul, que tem cerca de 300 metros por 50 metros de largura, profundidade que varia de 10 a 15 metros e águas cristalinas de uma beleza que impressiona a todos os que a conhecem.
A gruta foi descoberta em março de 1975. Sua exploração e mapeamento topográfico se estenderam por cinco anos. O local possui vários compartimentos como o Salão de Entrada, o Salão das Nuvens, a Galeria Açu, a Galeria Mirim, a Galeria do Lago e o salão dos Morcegos, também conhecido como o Salão das Catacumbas.
A existência de blocos escorregadios que formam grandes obstáculos à passagem demonstra que a região pode ter sido o fundo do mar, em época distante.

Fonte: http://www.pirenopolis.com.br
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Continuando...
Chegamos ao salão onde existia o famoso lago.
A iluminação era totalmente feita por lanternas, existiam outros grupos neste salão e percebemos que todos tinham um guia.
Ficamos algumas horas no local descansando, batendo papo e observando sua beleza. Os grupos começaram a ir embora e perguntei ao Fábio se não era melhor seguirmos o pessoal. Ele me disse que sabia sair de lá e que podíamos ir quando quiséssemos.
Passamos a ver varias luzes de lanternas se distanciando por um caminho nas paredes da gruta, parecia um trenzinho de luzes subindo bem longe.

Depois de um tempo, resolvemos ir embora. Já estava ficando tarde e tínhamos marcado hora para voltar.
Começamos andar e perceber que não chegávamos a lugar nenhum. Mas o Fábio sempre dizia que estava tudo bem. Comecei a ficar preocupada. As luzes das lanternas foram ficando fracas e acabaram como que cronometradas, todas de uma vez. Aí fiquei preocupada. Tínhamos pilhas e baterias sobressalentes, mas não eram muitas. E se acabassem de novo antes de acharmos a saída? Pois neste momento até o Fabio já havia aceitado que estávamos perdidos dentro da m... da gruta.
Bem, decidimos que ficaríamos sentados e que um de nós ia andar para um dos lados sem parar de cantar (já explico) para ver se achava a saída, se não achasse ia voltar e outro ia para o outro lado.
Fizemos isso para usarmos só uma lanterna já que o lugar era cheio de fendas no chão por onde poderíamos cair.
E eu mandei que a pessoa fosse cantando para saber para onde ela estava indo (não podíamos deixar ninguém se perder do grupo) e para ver se este não havia caído em uma destas fendas e morrido, rs.


Ta, assumo, EU ESTAVA EM PÂNICO TOTAL.


Só pensava que íamos ter que dormir ali, que os celulares não funcionavam dentro da gruta e que não poderia avisar meus pais que só chegaríamos no dia seguinte pois íamos ter que esperar um próximo grupo chegar e nos resgatar.
Depois de muitas idas e vindas para todos os lados, um de nossos amigos começou a gritar dizendo que tinha visto luz. Eu levantei desesperada e fui até ele. Chegando nele não vi luz nenhuma e achei que ele estava ficando louco de tanto nervoso por ter se perdido, achei que ele estava tendo alucinações. Aí ele se abaixou, deitou no chão de costas e mandou que eu fizesse o mesmo. Fiz, e por trás de umas rochas laaaaá no alto, beeeeeem longe tinha uma luz bem fraquinha.
Tudo bem, achamos a saída.
Fomos andando bem devagar tentando achar um caminho que chegasse até a luz.
Foi quando chegamos a um salão grande aonde vimos a saída com clareza. Bem em cima de nós.
Acontece que descobrimos que não havíamos achado a saída e sim a entrada que, como eu disse anteriormente, não dava para subir só descer.

Bem, eu não ia dormir naquele lugar cheio de bichos desconhecidos, não ia voltar para procurar a saída, não adiantava berrar e os celulares ainda não pegavam.
A solução foi tentar subir.
Algum ser iluminado que não me lembro quem foi, havia levado uma corda na mochila. Ela devia ter uns 3 metros no máximo, mas foi a salvação.
Fazíamos uma escada humana. Um encostava-se à pedra, outro subia pelo corpo deste e ficava em pé no ombro e o terceiro escalava os dois até uma superfície plana. Jogava a corda e ia puxando os demais que ficaram em baixo.
Assim foi até chegarmos lá em cima.
Cara, nunca foi tão bom ver a luz do dia, digo, o finzinho de luz do dia. Já estava quase de noite.

Conclusão, quase matamos o Fábio, minha mãe já estava quase tendo o terceiro filho pelo nariz de tanto que demoramos e nunca mais eu faço coisa nenhuma sem um guia, seja lá quanto ele custar.

Essa foto não é nossa, é do mesmo site que tirei às informações a cima. Mas vale como ilustração.