segunda-feira, 21 de maio de 2007

Eu, Saquarema e um carro


Bem, o Marco, amigo meu da época que morei em Santa Maria – RS, esteve aqui em BSB neste fim de semana e me lembrou desse pequeno problema que passamos à alguns anos atrás:

Eu morava em Santa Maria no RS. Meu pai havia sido transferido para Brasília mas fomos passar férias com a família no RJ. O Marco e a Daniele, dois amigos da época foram com a gente.
Eu havia acabado de tirar carteira de motorista.
Ficamos na casa do meu tio Marco, irmão do papai. A casa fica em Saquarema na praia do Boqueirão. Não satisfeita, resolvi que íamos para outra praia, Itaúna, uma praia que fica uns 10km da casa do meu tio.

Eu tinha vários motivos para querer isso, um era ficar numa praia longe dos meus pais, vai, eu tinha 18 anos, quem com 18 anos quer pai e mãe perto?
Segundo motivo é que Itaúna é bem mais bonita que o Boqueirão e tem gente mais bonita também.
Terceiro motivo... tá, confesso, queria mesmo era passear de carro com a “galera”.

Meus pais não quiseram deixar eu ir de carro, eles haviam acabado de comprar um Escort zerinho, mas eu passei uma meia hora brigando com eles por causa disso até que eles cederam.
Fomos: eu, minha irmã, Marco, Daniele e o Renato(meu primo).

Ficamos até de tardezinha e resolvemos ir embora.
Cadê a chave do carro?
Sumiu...
Procura daqui, procura de lá, era vendedor de bebida, de pastel, de picolé, todos ajudando a procurar a chave. Apareceram uns 3 ancinhos para procurarmos na areia e nada de chave.
Eu entrei em desespero.
Fomos até um orelhão e ligamos pro papai.
Daí foi um inferno.
Era meu pai dando bronca de um lado e a mamãe berrando do outro.
Um dizia que eu ia dormir na praia para ficar vigiando o carro, o outro dizia que eu ia ao RJ, de ônibus, buscar a chave reserva...

Na época a Ford havia acabado de lançar aquelas chaves com segredo, aquelas que são fininhas e que todos os carros da Ford usam hoje em dia. Nenhum chaveiro fazia esta chave, só podíamos pedir outra na concessionária, coisa que não existia em Saquarema.

Bem, o carro tinha seguro, então meu pai pediu para o guincho ir busca-lo enquanto esperávamos a chave reserva vir do RJ. O medo era que alguém encontrasse a chave e levasse o carro embora enquanto não estávamos lá.

Chegou o guincho.
O carro estava com o freio de mão puxado e tiveram que rebocar o carro de costas. Eu estava desesperada e não parava de falar para o cara ter cuidado ao amarrar o carro pois o carro era novo e eu já havia levado bronca e se algo mais acontecesse com ele eu ia ser massacrada em casa. Os meninos só me cutucavam e diziam que o cara estava acostumado a fazer aquilo, que ele sabia o que estava fazendo...

Bem chegamos em casa, meus pais nem olharam pra minha cara de tanta raiva e fomos dormir.
No dia seguinte resolvemos ir a Búzios. Nos arrumamos, meus pais prepararam tudo para irmos...
Quando meu pai abriu a mala do carro para colocar as coisas...
O fundo da mala do carro estava quase encostando na tampa... o cara havia amassado o fundo do carro todo.
Nem quero mais falar sobre isso. Ainda estou viva...

Bem essa foto ai em cima é de Saquarema, em cima o Boqueirão, em baixo Itaúna.

Um comentário:

Mari disse...

Puta que pariu, Raquel!! Fiquei aqui só imaginando a cara de ódio do seu pai... ai amiga, é uma meleca quando acontece algo com a única coisa que não podia acontecer... heheheee
Muito azarada... heheheheee
Ainda bem que você ainda vive... amiguinha....
Um cheiro
Mari