
Eu fazia faculdade de educação física e alguns amigos da UnB resolvemos ir até uma gruta que existe aqui perto. Ela se chama Gruta dos Ecos.
O Fábio, um colega nosso, disse que conhecia bem o lugar e que não precisaríamos de guia pois ele faria esse papel com segurança.
Bem, éramos umas 6 ou 7 pessoas e fomos bem equipados. Cada um levava uma mochila com comida e água além de lanternas de mão, lanternas de colocar na cabeça, pilhas sobressalentes e celulares (rs).
Tinha uns 18 ou 19 anos de idade e, como já disse varias vezes sou filha de militar, e como tal sempre cumpria o que combinava com meus pais. Saí de casa de manhã cedo, disse para onde iria e combinei a volta às 17h.
Eu estava com uma calça camuflada usada pelos militares da aeronáutica que é bem grossa, usada para o mato mesmo, tênis e uma regata. Por baixo vestia um biquíni, já que nesta gruta existia um lago que mais tarde descobri ser o maior lago subterrâneo da América do Sul.
A entrada da Gruta dos Ecos é bem aberta, mas a descida é bastante íngreme para quem nunca havia feito nada parecido. Existiam uns pedaços de teto caídos no chão que dificultavam a passagem. Eles tinham um formato meio triangular com esses ângulos bem finos formando algo parecido com navalhas.
Na primeira tentativa de passar por cima de um desses pedaços essa pedra rasgou o fundo da minha calça que, como disse, era extremamente grossa (sorte que estava de biquíni por baixo).
Bem, íamos descendo e logo tudo foi ficando muito escuro. Passamos a precisar das lanternas rapidamente.
Ok, todos se divertindo e o Fábio super confiante contando para a gente que a gruta tinha uma entrada e uma saída em local diferente pois a entrada era muito íngreme pra subir sem equipamento de escalada. Descer, até que dava, mas subir não. Então sairíamos por outro lugar.
O Fábio, um colega nosso, disse que conhecia bem o lugar e que não precisaríamos de guia pois ele faria esse papel com segurança.
Bem, éramos umas 6 ou 7 pessoas e fomos bem equipados. Cada um levava uma mochila com comida e água além de lanternas de mão, lanternas de colocar na cabeça, pilhas sobressalentes e celulares (rs).
Tinha uns 18 ou 19 anos de idade e, como já disse varias vezes sou filha de militar, e como tal sempre cumpria o que combinava com meus pais. Saí de casa de manhã cedo, disse para onde iria e combinei a volta às 17h.
Eu estava com uma calça camuflada usada pelos militares da aeronáutica que é bem grossa, usada para o mato mesmo, tênis e uma regata. Por baixo vestia um biquíni, já que nesta gruta existia um lago que mais tarde descobri ser o maior lago subterrâneo da América do Sul.
A entrada da Gruta dos Ecos é bem aberta, mas a descida é bastante íngreme para quem nunca havia feito nada parecido. Existiam uns pedaços de teto caídos no chão que dificultavam a passagem. Eles tinham um formato meio triangular com esses ângulos bem finos formando algo parecido com navalhas.
Na primeira tentativa de passar por cima de um desses pedaços essa pedra rasgou o fundo da minha calça que, como disse, era extremamente grossa (sorte que estava de biquíni por baixo).
Bem, íamos descendo e logo tudo foi ficando muito escuro. Passamos a precisar das lanternas rapidamente.
Ok, todos se divertindo e o Fábio super confiante contando para a gente que a gruta tinha uma entrada e uma saída em local diferente pois a entrada era muito íngreme pra subir sem equipamento de escalada. Descer, até que dava, mas subir não. Então sairíamos por outro lugar.
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** caso não queira saber detalhes sobre a Gruta dos Ecos, pule esta parte**
Gruta dos Ecos, a maior caverna em micaxistos conhecida em todo o planeta
O Município de Cocalzinho de Goiás a aproximadamente 40 km do centro de Pirenópolis abriga a Grutas dos Ecos, local de suma importância no quadro espeleológico mundial já que não se conhece outra caverna de dimensões comparáveis em termos de litologia (micaxistos e quartzitos), o que explica a ausência de espeleotemas.
Suas formações rochosas, seus salões e galerias maravilham e assustam estudiosos e turistas.Infelizmente por uso indevido da comunidade, o local foi interditado pelo IBAMA, até que seja elaborado um plano de manejo.
O primeiro impacto é a entrada: possui descida de 142 metros de profundidade. Com 1.380 metros de desenvolvimento, a gruta abriga o Lago dos Ecos, o maior lago subterrâneo da América do Sul, que tem cerca de 300 metros por 50 metros de largura, profundidade que varia de 10 a 15 metros e águas cristalinas de uma beleza que impressiona a todos os que a conhecem.
A gruta foi descoberta em março de 1975. Sua exploração e mapeamento topográfico se estenderam por cinco anos. O local possui vários compartimentos como o Salão de Entrada, o Salão das Nuvens, a Galeria Açu, a Galeria Mirim, a Galeria do Lago e o salão dos Morcegos, também conhecido como o Salão das Catacumbas.
A existência de blocos escorregadios que formam grandes obstáculos à passagem demonstra que a região pode ter sido o fundo do mar, em época distante.
Fonte: http://www.pirenopolis.com.br
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Continuando...
Chegamos ao salão onde existia o famoso lago.
A iluminação era totalmente feita por lanternas, existiam outros grupos neste salão e percebemos que todos tinham um guia.
Ficamos algumas horas no local descansando, batendo papo e observando sua beleza. Os grupos começaram a ir embora e perguntei ao Fábio se não era melhor seguirmos o pessoal. Ele me disse que sabia sair de lá e que podíamos ir quando quiséssemos.
Passamos a ver varias luzes de lanternas se distanciando por um caminho nas paredes da gruta, parecia um trenzinho de luzes subindo bem longe.
Depois de um tempo, resolvemos ir embora. Já estava ficando tarde e tínhamos marcado hora para voltar.
Começamos andar e perceber que não chegávamos a lugar nenhum. Mas o Fábio sempre dizia que estava tudo bem. Comecei a ficar preocupada. As luzes das lanternas foram ficando fracas e acabaram como que cronometradas, todas de uma vez. Aí fiquei preocupada. Tínhamos pilhas e baterias sobressalentes, mas não eram muitas. E se acabassem de novo antes de acharmos a saída? Pois neste momento até o Fabio já havia aceitado que estávamos perdidos dentro da m... da gruta.
Bem, decidimos que ficaríamos sentados e que um de nós ia andar para um dos lados sem parar de cantar (já explico) para ver se achava a saída, se não achasse ia voltar e outro ia para o outro lado.
Fizemos isso para usarmos só uma lanterna já que o lugar era cheio de fendas no chão por onde poderíamos cair.
E eu mandei que a pessoa fosse cantando para saber para onde ela estava indo (não podíamos deixar ninguém se perder do grupo) e para ver se este não havia caído em uma destas fendas e morrido, rs.
Gruta dos Ecos, a maior caverna em micaxistos conhecida em todo o planeta
O Município de Cocalzinho de Goiás a aproximadamente 40 km do centro de Pirenópolis abriga a Grutas dos Ecos, local de suma importância no quadro espeleológico mundial já que não se conhece outra caverna de dimensões comparáveis em termos de litologia (micaxistos e quartzitos), o que explica a ausência de espeleotemas.
Suas formações rochosas, seus salões e galerias maravilham e assustam estudiosos e turistas.Infelizmente por uso indevido da comunidade, o local foi interditado pelo IBAMA, até que seja elaborado um plano de manejo.
O primeiro impacto é a entrada: possui descida de 142 metros de profundidade. Com 1.380 metros de desenvolvimento, a gruta abriga o Lago dos Ecos, o maior lago subterrâneo da América do Sul, que tem cerca de 300 metros por 50 metros de largura, profundidade que varia de 10 a 15 metros e águas cristalinas de uma beleza que impressiona a todos os que a conhecem.
A gruta foi descoberta em março de 1975. Sua exploração e mapeamento topográfico se estenderam por cinco anos. O local possui vários compartimentos como o Salão de Entrada, o Salão das Nuvens, a Galeria Açu, a Galeria Mirim, a Galeria do Lago e o salão dos Morcegos, também conhecido como o Salão das Catacumbas.
A existência de blocos escorregadios que formam grandes obstáculos à passagem demonstra que a região pode ter sido o fundo do mar, em época distante.
Fonte: http://www.pirenopolis.com.br
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Continuando...
Chegamos ao salão onde existia o famoso lago.
A iluminação era totalmente feita por lanternas, existiam outros grupos neste salão e percebemos que todos tinham um guia.
Ficamos algumas horas no local descansando, batendo papo e observando sua beleza. Os grupos começaram a ir embora e perguntei ao Fábio se não era melhor seguirmos o pessoal. Ele me disse que sabia sair de lá e que podíamos ir quando quiséssemos.
Passamos a ver varias luzes de lanternas se distanciando por um caminho nas paredes da gruta, parecia um trenzinho de luzes subindo bem longe.
Depois de um tempo, resolvemos ir embora. Já estava ficando tarde e tínhamos marcado hora para voltar.
Começamos andar e perceber que não chegávamos a lugar nenhum. Mas o Fábio sempre dizia que estava tudo bem. Comecei a ficar preocupada. As luzes das lanternas foram ficando fracas e acabaram como que cronometradas, todas de uma vez. Aí fiquei preocupada. Tínhamos pilhas e baterias sobressalentes, mas não eram muitas. E se acabassem de novo antes de acharmos a saída? Pois neste momento até o Fabio já havia aceitado que estávamos perdidos dentro da m... da gruta.
Bem, decidimos que ficaríamos sentados e que um de nós ia andar para um dos lados sem parar de cantar (já explico) para ver se achava a saída, se não achasse ia voltar e outro ia para o outro lado.
Fizemos isso para usarmos só uma lanterna já que o lugar era cheio de fendas no chão por onde poderíamos cair.
E eu mandei que a pessoa fosse cantando para saber para onde ela estava indo (não podíamos deixar ninguém se perder do grupo) e para ver se este não havia caído em uma destas fendas e morrido, rs.
Ta, assumo, EU ESTAVA EM PÂNICO TOTAL.
Só pensava que íamos ter que dormir ali, que os celulares não funcionavam dentro da gruta e que não poderia avisar meus pais que só chegaríamos no dia seguinte pois íamos ter que esperar um próximo grupo chegar e nos resgatar.
Depois de muitas idas e vindas para todos os lados, um de nossos amigos começou a gritar dizendo que tinha visto luz. Eu levantei desesperada e fui até ele. Chegando nele não vi luz nenhuma e achei que ele estava ficando louco de tanto nervoso por ter se perdido, achei que ele estava tendo alucinações. Aí ele se abaixou, deitou no chão de costas e mandou que eu fizesse o mesmo. Fiz, e por trás de umas rochas laaaaá no alto, beeeeeem longe tinha uma luz bem fraquinha.
Tudo bem, achamos a saída.
Fomos andando bem devagar tentando achar um caminho que chegasse até a luz.
Foi quando chegamos a um salão grande aonde vimos a saída com clareza. Bem em cima de nós.
Acontece que descobrimos que não havíamos achado a saída e sim a entrada que, como eu disse anteriormente, não dava para subir só descer.
Bem, eu não ia dormir naquele lugar cheio de bichos desconhecidos, não ia voltar para procurar a saída, não adiantava berrar e os celulares ainda não pegavam.
A solução foi tentar subir.
Algum ser iluminado que não me lembro quem foi, havia levado uma corda na mochila. Ela devia ter uns 3 metros no máximo, mas foi a salvação.
Fazíamos uma escada humana. Um encostava-se à pedra, outro subia pelo corpo deste e ficava em pé no ombro e o terceiro escalava os dois até uma superfície plana. Jogava a corda e ia puxando os demais que ficaram em baixo.
Assim foi até chegarmos lá em cima.
Cara, nunca foi tão bom ver a luz do dia, digo, o finzinho de luz do dia. Já estava quase de noite.
Conclusão, quase matamos o Fábio, minha mãe já estava quase tendo o terceiro filho pelo nariz de tanto que demoramos e nunca mais eu faço coisa nenhuma sem um guia, seja lá quanto ele custar.
Essa foto não é nossa, é do mesmo site que tirei às informações a cima. Mas vale como ilustração.
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