quinta-feira, 22 de março de 2007

Eu, sangue e um molusco


Eu, pra quem não sabe, além de webdesigner, vendo ostras, mexilhões e vongoles para restaurantes, bares, hotéis e pessoas famintas de Brasília.
Conversando com o dono de uma loja de aquários, soube que alguns peixes de água salgada(que vou descobrir o nome e colocar aqui) só comem alimento vivo e o principal é o vongole. Acontece que ninguém acha vongole em Brasília. Levei um pouco para ele e colocamos nos aquários para ver os peixes se alimentando. Acontece que o vongole vem vivo porem estressado da viagem e fica com a concha fechada. Ficamos olhando eles no aquário e quando começavam a abrir, os peixinhos já iam atacar e ele fechava de novo. Os peixes ficaram tão eufóricos com o novo alimento que não davam tempo do bicho abrir a concha.
Como não sei ficar parada olhando, fui dar uma força aos peixinhos.
Algumas pessoas da loja estavam ocupados tentando pegar um peixe que tinha sido vendido. Era um peixe que estava em outro aquário de água salgada cheio de corais, então estava complicado pega-lo pois entrava em todos os buracos possíveis.
Peguei meu super-ultra-mega-potente-canivete-tabajara que havia ganhado do meu pai e ainda não tinha usado e fui abrir o vongole. Estou acostumada a abrir ostras, faço com uma certa facilidade, mas vongole não. A ostra podemos comer crua, o vongole só se come cozido e assim a concha se abre sozinha.
E daí, fui abrir.
Achei que tinha visto a junção das duas conchas e coloquei a ponta do canivete apoiada nesta abertura. Coloquei o vongole sobre a mesa para que se o canivete escapasse não atravessasse minha mão.
Ok, tudo pensado e planejado.
Vamos fazer força...
Eu só achei que tinha visto a emenda das conchas, mas estava enganada. O canivete escapou e cravou no meu dedo polegar esquerdo.
Caraca, doeu muito, ele era afiado mesmo. Quando olhei, vi que só não atravessou meu dedo pois tinha um osso no meio, mas foi sangue para todos os lados. Apertei o corte com o dedo para parar de sangrar e coloquei a outra mão embaixo. Na minha mão se formou uma poça de sangue em segundos.
A Fabrícia, que estava comigo, viu e foi me socorrer, pois eu nem falava de tanto desespero e cara de quem fez m... Fomos ao banheiro e o sangue não parava de jorrar. Cheguei na pia, virei a mão e derramei todo o sangue que estava acumulado nela. Lavei bastante e fiquei tentando secar. Tava difícil, não parava de sair sangue. A essa altura eu já estava fraca...
Não, não, não. Era muito sangue, mas nem tanto, eu tava fraca era de medo mesmo, e só repetia que não ia pro hospital tomar ponto nem amarrada. Peguei um bolo de papel toalha e apertei o dedo esperando estancar o sangue. Voltei pra loja. Depois de algum tempo com o ferimento sendo fechado a força, parou de escorrer sangue. Aí só sangrava um pouquinho neste momento.
Fiquei lá pra me acalmar e esperar o dono da loja terminar de arrumar o aquário. Ele me sugeriu enrolar o delo com alguma coisa e só achamos durex, ele não tinha nada de primeiros socorros lá. Enrolei o durex em volta do papel e fiquei assim até em casa, quando tirei o “curativo” e coloquei um esparadrapo microporoso para forçar que o corte se mantivesse fechado, com os dois lados unidos.
E... ok, vamos ver se vai dar certo.
Mas agora os peixinhos vão ter com o que se alimentar e viverão felizes para sempre. Eles, pois os vongoles vão morrer todos com a fúria da Raquel, rs.
Ah, a Fabrícia descobriu que dá para abrir o vongole com a mão, não precisa de faca, canivete, serra, pedra, nada. Mas, pra quem tem peixes que precisam deste alimento, é só me ligar que envio para vocês e ensino a abrir, isso se você não tiver paciência de esperar eles comeram sozinhos, pois eles sabem fazer isso, só eu que não sei, rs.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Eu, vinho e um "Filho Ilustre"


Estava eu no Orkut quando vi uma comunidade chamada: Apreciadores de vinho de BSB.
São pessoas de Brasília que apreciam vinhos e não pessoas que apreciam os vinho produzidos em Brasília, rs.
Entrei na comunidade e vi que eles estavam desistindo e um encontro que iam fazer.
Resolvi agitar. Tanto enchi os outros(que nunca tinha visto na vida), que foi um pessoal para o encontro.
Como alguns já se conheciam de outros encontros mas outros nunca tinham se visto, ninguém ia ceder a casa para pessoas desconhecidas em um encontro anunciado na Internet. Fomos para a Esplanada dos Ministérios.
Cada um levou um vinho e um petisco.
Experimentamos vários vinhos e foi tudo uma delicia.
Até que chega um cara, com pinta de mendigo, um saco de pano pendurado no ombro.
Ele sentou e resolveu se entrosar. Ele era filho de uma pessoa famosa(que não vou dizer quem era). Mostrou a identidade pra provar que era quem dizia que era e foi batendo papo.
Depois do entusiasmo, o papo foi ficando chato, não conseguíamos conversar mais pois éramos sempre interrompidos pelo “filho ilustre”
Resolvi tomar mais uma taça de vinho, já que haviam aberto outra garrafa que eu tinha curiosidade de provar.
Para minha surpresa não achei minha taça. Não achei a taça de ninguém, todas tinham sumido. Quando o “filho ilustre” percebeu a movimentação de todos a procura das taças perdidas, se levantou e atravessou a Praça dos 3 Poderes em direção ao Congresso.
Fiquei muito irritada olhando ele partir e lembrando que a minha taça foi do casamento dos meus pais.
Neste momento, o pessoal já havia ido embora só estavam eu, Fabrícia, Lú e Paulo Henrique.
Não estava acreditando que aquele cara que ficou tomando os nossos bons vinhos, escolhidos a dedo para o encontro, havia roubado a taça do casamento dos meus pais.
Depois de algum tempo olhando ele ir embora...
...ah, quer saber, não dava pra ficar olhando aquilo não, fui atrás dele.
Quando cheguei lá percebi que o Paulo Henrique tinha vindo junto. Outra surpresa pois um homem educado ta difícil hoje em dia.

Daí o papo foi assim:
Eu: - O senhor pegou nossas taças...
“Filho ilustre e ladrão”: - Não peguei nada não.
Eu: - Ah, pegou sim
(imaginem isso tudo assim: o cara com jeito assustado e eu pulando de um lado pro outro subindo nos tamancos)
Paulo Henrique: - É isso ai...
“Filho ilustre e ladrão”: - Ta bem, só peguei essa aqui.
Eu: - Só essa aí o cacete, pegou mais...
Paulo Henrique: - É...
“Filho ilustre e ladrão”: - Ta bem, essa aqui também e só. Não tem mais nada.
Eu: - Tem sim, seu saco ta fazendo barulho ainda.
Paulo Henrique: - É... ta sim...
“Filho ilustre e ladrão”: - Só tem mais essa aqui então.
Eu: - Cara, você pegou todas, pode devolver tudo.
(eu já quase tendo um treco de raiva)
Paulo Henrique: - É...
“Filho ilustre e ladrão”: Ta, só tem mais essa então.

Bem, e assim foi até ele devolver as taças.
Voltamos para o nosso lugar e...
...
...
O raio da taça do casamento dos meus pais caiu da minha mão e quebrou...
...
Hunf
...
Grrrrr

terça-feira, 20 de março de 2007

Eu, uma garrafa e o hospital

Uma rapidinha.
Estou eu, feliz e contente segunda-feira indo pro trabalho de manhã.
Abri a geladeira, com a delicadeza que me é peculiar, e a garrafa de coca-cola que estava em cima do congelador da geladeira caiu.
Caiu, rodou e acertou o meu dedo do pé bem de ponta.
Ficou um roxão bem redondinho na hora, rs
Resumindo, lá fui eu pro hospital.
Tive meu pé inteiro imobilizado e fiquei sem andar.
Agora, vai explicar pro seu chefe que isso foi mesmo verdade, uma coca-cola voadora na segunda de manhã depois da ressaca, ta bem...

segunda-feira, 19 de março de 2007

Eu, um curso e uma professora pior que eu

Primeira história de amigos...

Eu comecei a fazer mais um curso de direção de arte para web. Pra minha surpresa a professora tem casos piores que os meus...

O nome dela é Giorgia e no seu primeiro casamento fez uma cerimônia intima para umas 30 pessoas, só os mais íntimos mesmo.
Recolheram as cortinas brancas de todos os amigos, colocaram para enfeitar a festa com florzinhas e coisas assim.
Ok, acabou o casamento e eles saíram felizes e contentes para a lua de mel.
Entraram no carro e foram embora.
Chegando no hotel, abriram o porta malas do carro e notaram que as malas não estavam lá. Foi quando perceberam quem não tinham viajado com o carro deles e sim com o carro da mãe do noivo que era igual. Mas, como era só um fim de semana e ninguém precisa de roupa numa lua de mel, rs, resolveram continuar no hotel mesmo assim.
Tudo muito bom e chegou a hora de irem para casa. Antes, o noivo quis comer um omelete, que a Giorgia não foi muito com a cara e não comeu.
Adivinhem... ele passou mal. Passou muito mal, tão mal que tiveram que ir para o hospital, ele de noivo e ela de noiva. Só tinham essa roupa mesmo.
Rodaram a cidadezinha toda. Quando o hospital tinha o plano deles não tinha médico, quando tinha médico não tinha o plano deles. O noivo ficou irritado e começou a discutir com ela por cima do carro. Até que resolveram procurar mais um pouco e acharam um hospital com médico e o plano de saúde que ele tinha. Ok, onde está a carteira? Na discussão a carteira ficou no teto do carro e foi perdida. Voltaram o caminho todo procurando a carteira até que encontraram. Lógico que só tinha documento, não tinha cartão, não tinha dinheiro, nada.
Depois disso seguiram viagem de volta pra casa.
Mas, como tudo estava indo “bem” de mais...
A gasolina acabou. Tinham que ir andando até algum posto. A sorte não estava do lado deles e resolveram subir no meio fio e colocar o carro em baixo de umas arvores para não correrem o risco de voltar pro carro e ele ter sido batido por algum ônibus.
Foram andando por um longo caminho até o posto de gasolina. Todas as pessoas que passavam por eles davam uma sacaneada no casal. Bem enfeite de bolo nunca anda pela rua, e era o que eles pareciam vestidos daquele jeito, tinham que ser sacaneados mesmo.
Chegaram no posto e contaram tudo que tinham passado para o frentista que ficou com pena e deu 5 litros de combustível para o casal. Claro que ele acreditou, ninguém ia se vestir daquele jeito pra dar um golpe tão pequeno num posto de gasolina.
Agora só faltava eles voltarem pro carro, abastecerem e acabar a lua de mel infernal.
No caminho um amigo, que esteve no casamento, passou por eles. Assustado e sem entender o motivo dos dois estarem andando no meio da estrada vestidos daquele jeito, parou.
Disse que levaria eles até o carro mas que estava um tumulto naquela direção, achava que tinha sido um acidente, tinha policia e um monte de gente.
Quando chegaram o tumulto era em volta do carro deles e o policial já estava com uma pedra enorme na mão para quebrar o vidro do carro.
Eles gritaram desesperados que o carro era deles e foram correndo ver o que estava acontecendo.
Um idiota de um motorista de caminhão, passou por ali e viu uma mulher vestida de noiva saindo de um carro que deixou escondido no meio de umas arvores com um rolo branco no banco de trás e chamou a policia dizendo a seguinte história:
- Policia, policia, uma noiva acabou de sair do casamento, brigou com o marido, matou ele, enrolou em panos, largou o corpo no banco de trás do carro e esta fugindo do local a pé.
O rolo de pano branco eram as cortinas dos amigos que foram guardadas para posterior devolução. E o motorista achou que era um defunto.
O policial ficou tão envergonhado de ter acreditado numa história tão absurda que nem pediu os documentos do casal. O que foi o único momento de sorte que tiveram nesses dois dias pois estavam sem o documento do carro que não era o deles e sem carteira de motorista, pois o noivo não tinha tirado ainda.
E esse foi o inicio do fim do casamento dos dois.

Bem, essa história aconteceu com minha professora, Giorgia Barreto.
Mandem suas histórias também. Será muito legal posta-las aqui.
Beijos a todos.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Eu, uma cerveja e coisas que caem do céu

Uma amiga da Fabrícia veio de Manaus pra Brasília. Peguei o carro e fui levar a Fabrícia pra fazer um passeio turístico com ela.
Depois de horas andando a menina resolveu, pro meu desespero, que queria ir à feira do Guará(cidade satélite) comprar calça jeans.
Ok, ok. Eu nem tava cansada mesmo. Eu nem odeio aquele lugar cheio de gente mesmo.
Fomos.
Resolvemos ficar sentadas num lugar que tem na feira tipo uma praça de alimentação de quinta categoria, com uns botecos de tijolinho. Enquanto isso a menina foi comprar o raio das calças.
Pedimos uma cerveja e ficamos batendo papo. O lugar tinha uns 10 quiosques iguais. Com telhadinho e umas churrasqueiras. Era um espaço grande pra caramba e estava razoavelmente cheio.
De uma hora pra outra eu senti uma coisa caído na minha cabeça e depois no meu ombro. Cara, doeu. Fiquei meio tonta, assustada sem saber o que tinha acontecido.
Quando olhei pra baixo pra ver o que tinha caído em mim... Pasmem, era um gato.
Eu nunca vi gato cair. Cair do telhado e na cabeça de alguém então, menos ainda.
Um filhote, lindo.
Peguei ele pra ver se tinha se machucado. Ele era tão mansinho. Olhei e ele pareceu bem. Coloquei ele no chão e comecei a comentar o fato com a Fabrícia.
Neste momento o pobre gatinho desamparado começou a miar e se escondeu atrás de um freezer horizontal enferrujado.
Meu espírito protetor dos animais começou a berrar comigo. FAZ ALGUMA COISA PORRA!
Obedeci, não sou besta.
Levantei, subi num muro que tinha lá e fui ver se tinha uma ninhada no telhado. Nada. Não podia devolver ele pra mãe. E ele estava com fome, chorando, sozinho, sofrendo tanto, buaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Peguei o gato.
Parou de chorar imediatamente e ficou no meu colo olhando pros meus olhos sem desviar um segundo.
Não podia levar ele pra casa, tenho 7 cachorros e outros bichos. Lembrei que minha amiga Tatiana já havia pegado um gatinho e deixado na casa dela até o dia seguinte antes de levar para um pet shop perto de casa que doa filhotinhos. Liguei pra ela e fui autorizada a levar o gatinho pra lá.
Quando estava entrando no carro o gato começou a berrar, mas miava tanto e eu não entendia, eu sou tão legal.
Neste exato momento uma mulher que estava entrando no carro do lado do meu disse que meu gatinho era lindo.
Perguntei se ela queria o filhote. Ela me olhou como se eu fosse surtada e eu expliquei a história toda.
Me disse que se fosse macho queria sim, pois a filha dela pedia um e ela não tinha tempo de procurar.
Pensei: isso é fácil, é só olhar. Foi quando levantei o gatinho para olhar as partes intimas dele(ou dela).
Me deparei com uma coisa. Coisa é o nome daquilo para mim. Estou acostumada com cachorro, ou tem ou não tem algo ali. É macho ou fêmea e pronto. Gato não. Tem uma coisa ali, coisa mesmo, sério...
Mas, ao contrario de mim, aquele era o gato mais sortudo do mundo e a menina de Manaus sacava tudo de gatos. E adivinhem...
Era uma macho.
E assim, todos vivemos felizes para sempre...
Quer dizer, eu só até a próxima história, hunf

quinta-feira, 15 de março de 2007

Eu, amigos e uma proposta

Amigos, gostaria de propor a todos que se alguém tiver uma história inacreditável dessas, que me mande.
A coisa tem que ter acontecido mesmo, não pode ser mentira. Mande para o meu e-mail que colocarei no ar com os devidos créditos.
Se quiser, pode me mandar alguma foto do acontecido que se esse blog de m... funcionar eu posto ela também.
Beijos a todos.

Eu, granola e sangue

Estava eu, feliz e contente trabalhando. Isso foi na época que eu trabalhei na Fábrica DotNet. Do lado tinha uma loja de produtos naturais. Entrei e comprei um saco de granola pra ir comendo durante o dia.
Mas, como tem coisas que só acontecem comigo, eu senti um negocio na minha garganta.
Era uma coisinha que não subia nem descia. Parecia que tinha ficado um pedacinho de aveia presa no céu da boca perto da garganta. E aquilo incomodava. Falei com meu chefe, o Cláudio Delamare, que me sugeriu tomar um copo de água. Tomei de uma vez e nada.
Cada vez aquela coisa na minha garganta incomodava mais. Subi e fui numa lanchonete comer um pedaço de pão. Minha avó já me dizia que se algo tiver na garganta, engolir pão ajuda a descer.
Mas ela não estava tão certa assim...
Aquilo começou a espetar. E em segundos não podia mais falar direito pois, cada movimento com a língua sentia uma espetada na garganta.
Acabei parando no hospital por causa de uma granola.
O médico da emergência olhou, enfiou uma pinça no fundo da minha garganta e tirou uma farpa de 2 cm que estava pregada em mim. Quando ele puxou, só senti a pele sendo esticada e o gosto de sangue. Aquilo ficou sangrando algum tempo e passei uns 3 dias sem poder engolir nada muito sólido.
Ainda bem que meu chefe me viu engasgando, porque seria outra historia que ninguém no trabalho ia acreditar.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Eu, meu sarcasmo e uma pergunta

Estava bem, de repente comecei a ter uns princípios de desmaio.
Fiz 4737821 exames pra descobrir o que era.
Em um destes exames, o médico começou a fazer algumas perguntas de rotina:
Médico: - Alguém na sua família tem diabetes?
Eu: - Ah, só depois de mais velhos pelo que eu sei.
Médico: - Alguém teve câncer na sua família?
Eu: - Sim, algumas pessoas.
Médico: - Alguém com histórico de depressão constatado por médico?
Eu: - Sim...
Médico: - Alguém morreu subitamente na sua família?
Eu: - Suicídio conta?
Médico: ??????????

Ah, não descobriram nada. Meus exames deram normais... ninguém acreditou nisso.

Eu, Janine e meu vestido


...continuando.
Festa do casamento da Jan.
Ok, havia escolhido o vestido que preferia e tava crente que tava abafando.
Fui para a festa com a Fabrícia numa carreata da galera da educação física.
Como fui na frente entrei no lugar errado no estacionamento.
Fui me virar para dar ré e...
A p... da m... da alça do meu vestido soltou e eu fiquei praticamente nua.
Caramba, que m... essas coisas só acontecem comigo.
Como tenho um histórico de problemas do dia a dia, eu tinha um kit costura na minha bolsa, claro que a linha mais parecida com preto que eu tinha era um laranjão, mas isso é detalhe.
Acontece que eu não podia costurar no carro, tava um breu no estacionamento, só tinham aquelas lanterninhas vermelhas que não servem pra nada.
Então tive que entrar na festa, atravessar o salão. Claro que o banheiro feminino não era perto de onde eu estava, era beeem longe. Fui segurando um lado do vestido com uma mão, bolsa com outra e a Fabrícia, rindo, segurando o resto que queria cair.
No fim, tudo deu certo. E, graças a deus, o casamento acabou. Não ia viver muito se a festa durasse mais tempo...

Eu, Janine e alguém que não morreu.

Antes de ser designer comecei uma faculdade de educação física.
Fiz muitos amigos lá. Alguns vou guardar pra sempre.
O tempo passou e fomos ficando velhos, rs.
Aí a Janine Regina casou...
Ok, isso me trouxe dois problemas.
Cheguei na igreja com a Fabrícia. Sentamos junto com o pessoal da antiga turma.
Ela estava linda e o noivo não tirava o sorriso do rosto.
O padre tava lá, falando...
Aí ele resolveu perguntar pra Janine se os pais dela estavam presentes no casamento. Neste momento eu me lembrei que vi no convite um in memoriam, mas não me lembrava a quem se referia. E daí que eu não me lembrava, decidi que se referia ao pai da noiva pronto.
E o padre começou a falar pra ela olhar para o rosto de seus pais e blá, blá, blá. Ela olhava. E eu pensava: Meu Deus, ninguém vai avisar a esse padre que o pai dela morreu?
E o padre só repetia que ela pra ela olhar pro pai dela. E ela olhava. Mas, eu achei, que como o pai dela havia morrido mas era o casamento dela, ela não ia deixar o padre de saia justa dizendo que não ia poder olhar pra ele pois ia ficar com dor no pescoço de olhar pra cima por tanto tempo.
Pronto, foi só eu pensar nisso que comecei a rir no meio da missa. Mas eu ria tanto, tanto, tanto, que eu sacudia na cadeira e me contorcia, aquelas crises de riso, sabem?. Ai os meus amigos começaram a me olhar com cara de compaixão e dizer pra eu não chorar pois era um momento de alegria. Ahhhhhhh, ai é que eu ria mesmo. E quanto mais eu ria mais eles se preocupavam com meu choro.
No fim do casório, quando saímos da igreja, me perguntaram porque eu chorava tanto. Expliquei que não chorava, ria. E disse o motivo.
Aí é que ri muito mesmo, quem morreu não foi o pai da noiva e sim do noivo.
Isso me leva ao segundo acontecimento da noite.
continua...

Eu, maconha e mini "presuntos"

São tantas histórias e tanta ansiedade pra começar o blog que foi difícil escolher a primeira.
Mas vamos lá.
Estava querendo mudar os ares, então fui procurar um ap. pra alugar.
Olhei o jornal e vi muitas coisas. Selecionei algumas e fui pra rua, no meu horário de almoço, ver se algo era o que eu esperava.
Como só tinha 1h30min de almoço, fui direto no que achei mais legal pra ver se era aquilo mesmo. Caso acontecesse algum imprevisto eu já teria visto o que eu queria.
Ok, o lugar era uma m... ficava num beco com entrada por trás da W3 no setor de oficinas. Não reconheci isso quando li o endereço, achei que fosse outra coisa.
Já estava ali mesmo, então decidi entrar e olhar.
Tinha uma escadinha apertada e escura que tava me deixando muito doida de tanto que cheirava a maconha. Subi, abri a porta, entrei e resolvi trancar a porta. O lugar era pesado mesmo, rs.
Olhei o ap. e achei bem legal. Não ia poder morar nele por causa da localização, mas fiquei sonhando em achar um imóvel como aquele em outro lugar.
Depois de olhar tudo, resolvi ir embora. Tinha outro lugar para ir.
Peguei a chave e girei, digo, tentei girar. Não girou. Ai começou aquele movimento frenético de chave pra um lado e pra o outro sem nenhum sucesso. Apertei o miolinho com um dedo e puxei a chave com a outra mão, sacudi, empurrei a porta, puxei... nada acontecia, eu estava presa dentro de um apartamento empoeirado, cheirando a maconha e cheio de defuntinhos de mariposas no chão. Detalhe, amo bichos, mas inseto não é bicho é uma coisa.
Ok, ok, nada de pânico, quem tem claustrofobia é minha mãe.
Parei, pensei e liguei para a imobiliária. Ai o cara me irritou. Tudo que eu já havia tentado ele me mandava tentar de novo.
-Moço, se fosse fácil sair daqui eu não tava te ligando.
Resumindo: fiquei trancada lá umas 2h até o chaveiro chegar pra arrombar a maçaneta.

Agora, conta isso no trabalho pra justificar um atraso...

Eu, um Blog e um começo

Olá pessoal...
Bem, este é meu primeiro blog. Espero que alguém no mundo goste.
Meu pai é militar e por isso passei minha vida pulando de lugar em lugar. Isso seria o suficiente para ter tido experiências diferentes. Mas as coisas que acontecem comigo não podem ser chamadas de “experiências diferentes”, são no mínimo absurdas. Coisas que só acontecem comigo.
Então vou contar um pouquinho aqui...