Eu namorava o Daniel.
Cara, ele estava presente em muitos desastres meus, rs.
Fomos para Pirenópolis passar o fim de semana.
Resolvemos alugar dois cavalos para andar.
Sabe aqueles cavalos de aluguel que já andam um percurso certo? Tipo, você pode soltar o cavalo que ele já faz o caminho.
Pois bem, pegamos um desses. Depois de uns minutos de intimidade com o bicho, achamos que já estávamos craques e apostamos uma corrida.
Eu estava à esquerda do Daniel. À direita de nós, ficava a rua da casa do cavalo.
Quando fomos passando reto pela rua, meu cavalo resolveu que não queria mais andar, já estava bom para ele, e tentou entrar à direita. Mas à direita estava o Daniel e seu cavalo.
O Daniel gritava para eu puxar o cavalo e eu puxava, mas ele não estava nem aí para mim.
Na nossa frente tinha um caminhão parado na calçada.
Os cavalos corriam em direção ao caminhão, não virávamos para o outro lado pois meu cavalo não ia.
O Daniel, já desesperado, chutava meu cavalo. E nada.
Os moradores de Pirenópolis que estavam sentados tomando pinga nos bares da rua, gritavam eufóricos com a bagunça: uuhuuuuuuu, irraaaaa, seguuuuuura!
Bem, acabamos parando a um palmo do caminhão.
Desesperados, resolvemos parar nosso passeio naquele momento.
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