quarta-feira, 11 de abril de 2007

Eu, um premio e uma quase ex amiga


Essa foi vergonhosa, mas vou contar.
Aqui em Brasília existia um programa na TV chamado Bingão(tipo um Caminhão do Faustão da vida), apresentado pelo ator Marcos Frota. Era um sorteio de carros. Se me lembro bem, você comprava uma cartela(tipo uma tele sena) e o premio para o ganhador era um carro 0km.
Ok, minha amiga Patrícia ganhou um desses. Ganhou um Peugeot 106, seu primeiro carro. Acho que ela tinha uns 18 anos na época.
Meu pai é militar e o dela também. Estávamos todos reunidos num churrasco que acontecia no Clube da Aeronáutica de Brasília. E a Paty feliz e contente com seu carrinho estacionado em frente à churrasqueira mostrando ele pra todo mundo.
Eu nunca havia dirigido um Peugeot e pedi para dar uma volta dentro do clube mesmo.
Sentei ao volante, ela do meu lado e minha irmã atrás. Demos uma volta no clube e voltamos para o churrasco.
Fui estacionar. Era um estacionamento de brita com umas partes de terra e grama, tudo disforme. Não tinha vagas delimitadas, só um espaço onde o pessoal parava o carro.
Resolvi dar a volta no finzinho do estacionamento para colocar o carro de frente pra saída e facilitar a vida da Paty.
Fui andando bem devagarzinho pois o carro estava tinindo de novo e o chão era meio esburacado. Foi quando senti um movimento estranho no carro, como se ele tivesse descido a frente e ai ele parou. Acelerei novamente e ele não andava. Estranho que não forçava nada, por mais que eu pisasse no acelerador o carro nem fazia aquela forcinha para frente como se quisesse andar mas estivesse preso.
Foi ai que percebemos o que aconteceu...
Tinha um montinho de terra pequeno, quase imperceptível, só que depois dele havia um buraco, não era um buracão, era um desnível. Acontece que, não sei como, eu passei com o meio do fundo do carro sobre esse montinho e quando desci no desnível, a frente do carro desceu mas o fundo do carro ficou equilibrado no montinho.
Acho que vou ter que desenhar isso para vocês entenderem, rs, foi absurdo de mais para alguém entender. O carro ficou com três rodas no ar, só o fundo do carro e uma roda traseira ficou no chão, digo, no montinho.
A Patrícia quase teve um treco em ver aquilo. Eu estava para morrer de vergonha e minha irmã só me olhava com ar de reprovação. Olhar esse que se multiplicou muito quando fomos até a churrasqueira para pedir socorro. Churrasqueira onde estavam meu pai, minha mãe, os meus amigos e os amigos dos meus pais, além dos pais da Paty.
Meu pai me olhava com uma cara de ódio que eu estava quase para morrer.
Bem, eu e mais um monte de gente, sentamos em um dos cantos traseiros do carro para fazer peso e encostar a outra roda no chão. Os homens empurraram o carro e ele foi para trás arrastando o fundo inteiro e novo no chão.
No fim, fora o fundo do carro novinho da Paty todo arranhado(mas era em baixo, ninguém ia ver, rs), minha família me olhando com olhar de desprezo, todas as pessoas do churrasco me sacaneando e eu a beira da morte de tanta vergonha, tudo terminou bem. Os pais dela ainda permitiram a nossa amizade.
E ela...
Ela acabou me perdoando.
Amiga é pra essas coisas.

2 comentários:

Unknown disse...

vc devia conta a vez que decidiu demonstrar que sabia fazer ladeira com o carro e parou bem nakela descida atras do patio brasil. Quando resolveu sair com o carrro ele ficou patinando e não subia nem descia. dããã.

Raquel Borda disse...

kkkkkk, n lembro disso
mas po, n eh pra me queimar
eh bom contar acidentes e n burrices, ja basta essa ai q contei hj, rs
mas sempre q falo com vc lembro de alguma, mas n anoto e esqueco, se lembrar me manda por e-mail q escrevo, beijos maninha