sexta-feira, 4 de maio de 2007

Eu, Trufa e um acidente


Pois é, uma história trágica...


Eu amo bichos, como todos já sabem.
Tenho uma cachorrinha da raça Dachshund chamada Trufa.
Ela é linda, arlequim, uma cor rara para essa raça.
Bem, no primeiro cio ela teve gravidez psicológica e acabou tendo uma inflamação por causa do leite que empedrou e ficou entupido. Levei na veterinária e ela teve que passar por varias drenagens pois o peitinho dela estava arrastando no chão de tão inchado que estava.

** informação não aconselhável às crianças, pessoas com hipertensão, pessoas com qualquer tipo de agonia e frescura.**
A drenagem acontece assim:
A cachorrinha fica na mesa do consultório com alguém segurando. A veterinária pega uma agulha, enfia no bico do peito da bichinha para desentupir e depois espreme tudo que tiver dentro.
Imaginem ficar espremendo um local que está doendo pra caramba e quase intocável por causa da inflamação.
**


Bem, resolvi que eu ia segurar a Trufa neste momento para ela ver que eu estava por perto e tentando acalmá-la. Não ia abandonar meu bebê num momento tão difícil.

Ela é super tranqüila, mansinha, feliz, abana o rabinho até quando está tomando vacina. Mas ela berrava de dor.

Ok, teve que fazer isso novamente quatro dias depois.

Ela é obediente, sempre passeio com ela sem coleira e nunca foge, fica sempre pertinho de mim e obedece meus comandos. Acontece que ela ficou traumatizada com a dor que sentiu na sala da clínica e quando entrei já começou a tremer.
Fiquei com ela na sala de espera pois a veterinária estava atendendo uns gatinhos.
A Trufa estava usando aquele colar que parece um abajur para não ficar lambendo o machucado que se formou de tanto que foi espremida e não estimular a produção de leite.


Estava sem coleira pois tava muito debilitada e fiquei com pena de colocar.
Fiquei sentada com ela no meu colo. Do meu lado tinha uma senhora com uma filhotinho de schnauzer miniatura que eu fiquei brincando.
Distrai-me por um segundo e a Trufa pulou do meu colo e foi correndo para o meio da rua.
Saí correndo atrás dela gritando, mas o desespero dela era tanto que não me atendeu. Vários carros estavam passando e quando vi que não iria pega-la a tempo, comecei a correr pra cima dos carros abanando os braços para que parassem. Os carros não frearam a tempo e um deles atropelou minha cachorra com a roda da frente. Ela voou longe e caiu de costas no chão.
Peguei a trufa no colo e ela estava mole, fazendo xixi e sem se mexer. Entrei gritando na clinica, chorando que nem criança achando que minha cachorrinha tinha morrido. A veterinária saiu da sala que estava e correu para ver a Trufa.


Resumindo, o carro bateu no colar que ela estava e ele ficou parecendo um papel amassado, e isso amorteceu a pancada. Ela ficou em choque e por isso o xixi soltou e ela parou de mexer. Ficamos sentadas na clínica por umas 3 horas para ela ficar em observação. Aos poucos ela foi parando de tremer e voltando a se mover.
Tudo terminou bem. Mas hoje, sempre que ela entra no cio eu tenho que dar remédios para secar o leite. A coitadinha não vai mais passar por um trauma desses.

Ah, olha como ela é linda. Ai ela tinha quatro meses.

2 comentários:

Anônimo disse...

Raquel!!!!! Estou comovida com tamanha maldade com a pobre trufa!!!! Como vc pode deixar fazerem isso com ela????? Era só fazer compressa de água quente no local e espremer, mas sem machucar, que nem tirar leite de vaca!!!! Com o tempo ia para o leite, também porque ela ia estar sendo medicada!!!! Sua má!!!!!Queria ver se fosse com vc!!!! É claro que ela deu ataque suicida, até eu daria!!!!!!
Lí tudo e me diverti bastante, está muito legal seu blog, parabéns!!!! Mas continua faltando a maconha no cigarro...rsrsrr
Beijão!!!!
TATI

Raquel Borda disse...

Tati, o peito dela estava entupido e muito inflamado. Segui orientações da veterinaria.
E eu não sou má, rs
Ah, vou contar a da maconha agora já que vc pediu.