Bem, teve uma época que eu dividia um apartamento com uma amiga.
Ela era meio gorda e por esse motivo, íamos até uma cidade satélite próxima, São Sebastião, que tinha uma confecção de calças jeans e tinha o número dela barato.
Fomos uma vez. Na segunda, percebemos que havia várias placas apontando Unaí.
Era domingo, umas 13h e não tínhamos mais nada para fazer mesmo. Olhamos uma pra outra e dissemos: Vamos?
Ah, Unaí devia ser pertinho, tinha tanta placa. Resolvemos almoçar lá. Acontece que não tínhamos tomado café da manhã, mas resolvemos ir assim mesmo.
Unaí não chegava nunca, começamos a achar estranho. Mas sempre pensávamos que já devia estar bem perto e como já havíamos andado tanto, não iríamos voltar.
A fome apertava e a estrada ficava cada vez pior
Era tanto buraco e tão fundo... Tinha vez que tínhamos que parar o carro, passar a primeira e entrar no buraco bem devagar com o carro todo, de tão grande que era.
Bem, já desesperadas, e famintas, depois de 3h 30min, chegamos na meleca de Unaí.
A cidade é super pequena e não tem nada
Isso já era umas 16h 30min. Fomos direto tentar comer.
Resolvemos ir no melhor restaurante da cidade, merecíamos. Não tínhamos comido nada até aquela hora e andamos tanto para chegar que merecíamos comer bem.
Depois de muito procurar, avistamos uma única pessoa andando na rua, e perguntamos onde ficava o melhor restaurante da cidade. Ela disse que era uma churrascaria. E que era bem pertinho. Bem, isso eu não tinha dúvida, pelo tamanho da cidade tudo era bem pertinho.
Perguntei se o restaurante era bom mesmo, ela disse que sim, mas era muito caro.
Bem... fomos.
Chegando lá, era um restaurantezinho de quinta categoria.
Entramos e fomos pedir. O garçom disse que já era 17h e haviam parado de servir almoço, estavam limpando a cozinha e só voltariam a funcionar as 18h. Não, não ia dar para agüentar até as 18h sem comer o dia todo.
Contamos a história, ele ficou com pena e arrumou umas azeitoninhas para beliscarmos.
Já estava ficando tarde e não poderíamos voltar para Brasília de noite naquela estrada cheia de crateras.
Resolvemos dormir lá.
Quem sabe não arrumaríamos o que comer no hotel?
Só tinha um hotel na cidade... sem serviço de quarto e nem restaurante.
Entramos e trocamos de quarto 2 vezes, o lugar era imundo, tinha até barata morta.
Depois de muita brigam o gerente mandou limpar um quarto para a gente e fomos comer um cheese-egg-super-tudo-ultra-enorme-salad-burger na barraquinha de cachorro-quente que abriu na esquina.
Resumindo, foi o sanduíche mais caro da minha vida.
Voltamos para Brasília no dia seguinte bem cedo e até hoje tenho trauma do no me Unaí, arg.
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5 comentários:
hauhauahuahahuah
Só vc mesmo!
Beijokas.
E as calças???
Só rolou comida fora de hora???
risos....
Tarcilene,
as calças nos compramos antes de ir.
A sua pergunta em relação a comida fora de hora eu não entendi
Muita calma nessa hora, me referi a comida mesmo... Nossa!!!
n fiquei tensa, só n tinha entendido mesmo
e continuo sem entender...
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