sexta-feira, 16 de março de 2007

Eu, uma cerveja e coisas que caem do céu

Uma amiga da Fabrícia veio de Manaus pra Brasília. Peguei o carro e fui levar a Fabrícia pra fazer um passeio turístico com ela.
Depois de horas andando a menina resolveu, pro meu desespero, que queria ir à feira do Guará(cidade satélite) comprar calça jeans.
Ok, ok. Eu nem tava cansada mesmo. Eu nem odeio aquele lugar cheio de gente mesmo.
Fomos.
Resolvemos ficar sentadas num lugar que tem na feira tipo uma praça de alimentação de quinta categoria, com uns botecos de tijolinho. Enquanto isso a menina foi comprar o raio das calças.
Pedimos uma cerveja e ficamos batendo papo. O lugar tinha uns 10 quiosques iguais. Com telhadinho e umas churrasqueiras. Era um espaço grande pra caramba e estava razoavelmente cheio.
De uma hora pra outra eu senti uma coisa caído na minha cabeça e depois no meu ombro. Cara, doeu. Fiquei meio tonta, assustada sem saber o que tinha acontecido.
Quando olhei pra baixo pra ver o que tinha caído em mim... Pasmem, era um gato.
Eu nunca vi gato cair. Cair do telhado e na cabeça de alguém então, menos ainda.
Um filhote, lindo.
Peguei ele pra ver se tinha se machucado. Ele era tão mansinho. Olhei e ele pareceu bem. Coloquei ele no chão e comecei a comentar o fato com a Fabrícia.
Neste momento o pobre gatinho desamparado começou a miar e se escondeu atrás de um freezer horizontal enferrujado.
Meu espírito protetor dos animais começou a berrar comigo. FAZ ALGUMA COISA PORRA!
Obedeci, não sou besta.
Levantei, subi num muro que tinha lá e fui ver se tinha uma ninhada no telhado. Nada. Não podia devolver ele pra mãe. E ele estava com fome, chorando, sozinho, sofrendo tanto, buaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Peguei o gato.
Parou de chorar imediatamente e ficou no meu colo olhando pros meus olhos sem desviar um segundo.
Não podia levar ele pra casa, tenho 7 cachorros e outros bichos. Lembrei que minha amiga Tatiana já havia pegado um gatinho e deixado na casa dela até o dia seguinte antes de levar para um pet shop perto de casa que doa filhotinhos. Liguei pra ela e fui autorizada a levar o gatinho pra lá.
Quando estava entrando no carro o gato começou a berrar, mas miava tanto e eu não entendia, eu sou tão legal.
Neste exato momento uma mulher que estava entrando no carro do lado do meu disse que meu gatinho era lindo.
Perguntei se ela queria o filhote. Ela me olhou como se eu fosse surtada e eu expliquei a história toda.
Me disse que se fosse macho queria sim, pois a filha dela pedia um e ela não tinha tempo de procurar.
Pensei: isso é fácil, é só olhar. Foi quando levantei o gatinho para olhar as partes intimas dele(ou dela).
Me deparei com uma coisa. Coisa é o nome daquilo para mim. Estou acostumada com cachorro, ou tem ou não tem algo ali. É macho ou fêmea e pronto. Gato não. Tem uma coisa ali, coisa mesmo, sério...
Mas, ao contrario de mim, aquele era o gato mais sortudo do mundo e a menina de Manaus sacava tudo de gatos. E adivinhem...
Era uma macho.
E assim, todos vivemos felizes para sempre...
Quer dizer, eu só até a próxima história, hunf

3 comentários:

Unknown disse...

Ta bom, pessoa carente, estou aqui pra comentar, vai ser carente assim la na sua casa. (hehehehehehe). te adoro.

Anônimo disse...

Rá!! Era essa história que eu ia pedir pra vc contar! Só na sua cabeça mesmo pra cair um gato.
E antes que eu me esqueça: seu blogo é o blog mais legal de todos os universos paralelos em que pessoas escrevem blogs.
Bjo, cunhadinha!

Raquel Borda disse...

kkkkk
cadu, vc eh uma figura.
segunda feira entra a historia da professora do curso
beijos